Depois de anos e anos de tentativas, o Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos da Universidade do Porto informou que a águia-pesqueira, desaparecida de terras nacionais há mais de uma década, voltou a reproduzir-se em Portugal. A aposta conjunta de Itália, Espanha e Portugal acabou por produzir frutos com a recuperação da águia-pesqueira nos países mediterrânicos. Esta espécie de aves tinha deixado de se reproduzir em território luso no ano de 1997, tendo desaparecido por completo em 2012.

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Agora, a descoberta de um casal reprodutor no Parque Natural da Costa Vicentina voltou a renascer a esperança dos ambientalistas.

Os investigadores responsáveis pela detecção da espécie em terras portuguesas pertencem a uma equipa do Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos (CIBIO) /InBIO Laboratório Associado da Universidade do Porto.

Os estudiosos identificaram recentemente uma fêmea e um macho adultos. Na década de 90 as águias-pesqueiras deixaram de se reproduzir no nosso país, após a morte da fêmea do último casal localizado na Costa Vicentina. Cinco anos depois (2002), o macho foi avistado pela última vez no país.

Este regresso das águias-pesqueiras é consequência de uma aposta conjunta dos países mediterrânicos no restabelecimento da espécie. Numa primeira fase foram reintroduzidas algumas aves em Espanha (Andaluzia), quando decorria o ano de 2003. Em 2006 foi a vez da Itália. Seguiu-se Portugal em 2011 e o País Basco em 2013. Na totalidade já foram soltos em Espanha e Portugal mais de uma centena de aves na tentativa de recuperar a população das águias-pesqueiras na Península Ibérica.

Sabe-se que as aves que conseguirem atingir a idade adulta serão possíveis reprodutores.

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Prova disso são os 13 casais na Andaluzia. De referir que em Portugal o projecto tem a sua localização na Barragem de Alqueva, onde permanecem investigadores e técnicos.

A águia-pesqueira caracteriza-se por ser uma ave rapina, de tamanho médio, com uma cabeça e partes inferiores brancas e com partes superiores pardo-anegradas. No que toca às asas, são longas e estreitas, com manchas negras. A cauda é curta e as patas cinzento-azuladas. O bico é preto.