Foi um final de tarde trágico aquele que se viveu neste sábado, 24 de Fevereiro, na pequena aldeia de Catarruchos, no concelho de Montemor-o-Velho. Dois jovens, de 28 e 29 anos de idade, morreram após terem sido atropelados por um veículo ligeiro de passageiros. A condutora do automóvel, uma jovem de 22 anos, ficou em estado de choque e foi transportada ao hospital. As circunstâncias do violento Acidente estão a ser apuradas pelo Núcleo de Investigação de Acidentes de Viação do Destacamento de Trânsito da Guarda Nacional Republicana.

Eram cerca das 19h30 quando a tragédia aconteceu à porta do café da Associação dos Moradores de Catarruchos, na freguesia de Arazede, concelho de Montemor-o-Velho.

Já era noite escura e a zona tem pouca visibilidade com falta de iluminação pública. Marco Simão, de 28 anos, e o amigo Flávio Castro, de 29, saíram das instalações da colectividade para a via pública, quando naquele preciso momento foram colhidos com violência por um automóvel ligeiro de passageiros. Um outro jovem que saiu na companhia de Marco e Flávio, residentes no concelho vizinho de Cantanhede, conseguiu sair ileso. A condutora do veículo, uma jovem de 22 anos, não se terá apercebido da presença dos dois jovens, tendo-os atropelado. A jovem automobilista ficou em estado de choque e foi transportada ao Hospital Distrital da Figueira da Foz para realização das análises exigidas naquele tipo de acidentes.

Quando os Bombeiros Voluntários de Montemor-o-Velho chegaram ao local depararam-se com as vítimas em paragem cardiorrespiratória, tendo iniciado as respectivas manobras de suporte básico de vida.

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No entanto, os socorristas não conseguiram reverter a situação, tendo os óbitos sido declarados pelo médico da Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER) do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), afecta ao Hospital Distrital da Figueira da Foz. Para facilitar as operações de socorro, a circulação automóvel naquela estrada municipal esteve interrompida durante algumas horas. No local estiveram também os militares da GNR, dos postos territoriais de Montemor-o-Velho e Cantanhede, que tomaram conta da ocorrência e recolheram testemunhos e vestígios de prova no âmbito da investigação que irá procurar esclarecer em que circunstância ocorreu aquele trágico acidente.

Alguns dos populares que se concentraram no local após o acidente lamentaram a falta de iluminação pública eficaz naquela zona da localidade. É que, segundo afirmaram, junto às instalações da colectividade existem dois postes de iluminação, mas ambos com as lâmpadas fundidas. Daí que tenham apontado a fraca visibilidade como uma das causas para o acidente.