A Quinta das Lágrimas é uma quinta com 700 anos, utilizada pela família real portuguesa ao longo dos séculos para caçar, denominando-se então Quinta do Pombal. Foi transformada em palácio no século XVIII com um ambiente romântico, visto que foi local do amor entre Dom Pedro e Dona Inês cerca de 400 anos antes, e essa mesma atmosfera.

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Em 1879 sofreu um incêndio que originou a sua reconstrução num estilo idêntico aos solares rurais portugueses típicos da época, incluindo uma biblioteca e uma capela. A quinta está situada na margem esquerda do rio Mondego, na freguesia de Santa Clara, e merece uma visita.

Em 1995, este espaço foi convertido em hotel com 54 quartos pertencente a um grupo de hotelaria de luxo, o Relais & Châteaux. É um hotel de 5 estrelas que contém um edifício renovado, designado de “Quatro Elementos”, projetado pelo arquiteto Gonçalo Byrne, o mesmo que criou a parte moderna do Museu Nacional Machado de Castro (também em Coimbra).

Fonte dos Amores na Quinta das Lágrimas
Fonte dos Amores na Quinta das Lágrimas

Em 2016 passou por diversas remodelações na estrutura e na decoração do espaço e tem agora maior oferta de restaurantes, incluindo um de pequena dimensão direcionado para casais e pequenos grupos e outro com o nome de Pedro e Inês. O Bamboo Garden SPA também foi renovado e é constituído por um ginásio, banho turco, sauna, sala de massagens, piscina interior e piscina exterior a funcionar entre Maio e Outubro. O investimento total nestas obras foi de 1,5 milhões de euros.

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No início do século XIX foi criado o jardim com espécies exóticas de todo o mundo, como por exemplo as figueiras da Austrália, plátanos, canforeiras e palmeiras bem ao estilo do que era comum na altura, sendo assim considerado um Museu Vegetal ao ar livre. O jardim também inclui duas sequóias plantadas junto à Fonte das Lágrimas pelo Duque de Wellington, Artur Wellesley, que esteve alojado na quinta em 1808. Esta fonte é o nome dado por Camões ao local onde Dona Inês faleceu.

Outra fonte conhecida é a dos Amores, que era o sítio de encontro deste famoso casal da nossa história; foi criada por iniciativa da Rainha Santa Isabel, padroeira da cidade. A maioria dos visitantes, qualquer que seja a sua nacionalidade, vem com o objetivo de conhecer esta história de amor e entender o significado deste local através de visitas guiadas organizadas pela Fundação Inês de Castro, que está sedeada neste espaço.

Na Quinta das Lágrimas também existe um jardim japonês, o primeiro em Portugal e foi concebido em 2008 pela arquiteta Cristina Castel-Branco, não só pelo elevado número de turistas japoneses mas acima de tudo como forma de celebração da longa ligação histórica entre os dois países.

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É um local zen onde impera a calma e a tranquilidade bem ao estilo japonês.

O jardim da Quinta das Lágrimas tem uma extensão de 18 hectares e pode ser visitado por todas as pessoas. Quem está hospedado no hotel tem entrada livre; visitantes exteriores pagam 2,5 euros. Há desconto para maiores de 65 anos e menores de 15 pois apenas pagam 1 euro na entrada. Quem quiser visitar o jardim japonês paga 5 euros e inclui chá.

Horário do jardim da Quinta das Lágrimas

10h -19 h – Verão (16 de Março a 15 de Outubro)

10 h- 17h -Inverno (16 de Outubro a 15 de Março)

Encerra às Segundas

Horário do jardim japonês

Todos os dias das 15 às 18 horas exceto Segundas

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