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Conhecido por êxitos como "My Friend the Wind", "Forever and Ever" e "Goodbye, My love, Goodbye", Demis Roussos morreu na noite de sábado num hospital em Atenas. Apesar de já estar internado há algum tempo, não foi revelada a causa da morte.

Demis Roussos nasceu em Alexandria, no Egito, em 15 de junho de 1946, mas no início dos anos 60, quando tinha 15 anos, mudou-se com os pais para a Grécia. Com 17 anos, e numa altura em que tinha de trabalhar para sustentar a sua família, iniciou a sua carreira nos "The Idols", onde já se começou a destacar como cantor.

Mas foi no grupo de rock progressivo "Aphrodite's Child", que formou em 1968 com outros dois músicos gregos, Vangelis Papatanassiou e Loukas Sideras, que se tornou popular, já como vocalista.

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O primeiro álbum da banda foi "Rain and Tears" e vendeu um milhão de discos só em França.

A partir da década de 70, como recorda o Expresso, começou uma carreira a solo e ganhou fama em todo o mundo, conquistando milhares de fãs. Este reconhecimento surge na sequência do sucesso alcançado enquanto vocalista dos "Aphrodite's Child", que lhe valeu uma proposta da editora para gravar o seu primeiro solo, a canção "We Shall Dance". Logo de seguida gravou o álbum "On the Greek Side of My Mind" que, juntamente com a primeira canção, entrou para a lista dos 5 discos mais vendidos na Europa.

Depois de um período menos bom, em que lutou contra uma depressão, na década de 90 Demis Roussos recuperou as energias e voltou a gravar discos e a fazer digressões. No mesmo artigo do Expresso, pode ler-se que "em 2006, no álbum Live in Brasil, podia-se ouvi-lo a cantar em português".

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Ao longo da sua carreira, Demis Roussos, nome artístico de Artemios Ventouris Roussos, vendeu mais de 60 milhões de discos em todos o mundo, colecionando admiradores, e foi mesmo considerado património cultural da Grécia. O seu último álbum foi lançado em 2009.

Na sua edição online, o semanário Expresso recorda que em 2013 o cantor grego fez uma das suas últimas aparições em público para ser instituído Cavaleiro da Legião de Honra pelo embaixador francês em Atenas. Já naquela data, devido a problemas de saúde, não conseguiu receber o prémio em pé.