Podíamos estar a falar do último filme das “TartarugasNinja: Heróis Mutantes”, que cativou audiências de todas as idades até aoséculo XXI, cuja estreia foi no final do mês de Outubro, em Portugal, mas nãofoi o caso deste projeto de ciência na escola – “Somos Mutantes” patente noMuseu de Ciência da Universidade de Coimbra. O terrível Foot Clan não esteve naregião centro, nem existem planos diabólicos, nem tartarugas a saíram deesgotos para salvar a cidade do fado.

A exposição temporária “Somos Mutantes”, que resultou de umtrabalho desenvolvido por três escolas secundárias de Coimbra, em parceria como Museu da Ciência da Universidade de Coimbra e o Centro de Investigação emBiodiversidade e Recursos Genéticos da Universidade do Porto (CIBIO/InBIO,Laboratório Associado), estará visível até dia 1 de Fevereiro de 2015. Falta menos de um mês para o término das visitas a um espaçocuja investigação estudantil começou com base em Darwin, a origem e a evoluçãodas espécies.

“A exposição é uma forma de dar visibilidade ao trabalho deiniciação à investigação sobre questões evolutivas de estudantes do ensinosecundário”, explicou o Diretor do Museu da Ciência da Universidade de Coimbra,Paulo Gama Mota. A instituição foi a organizadora do projeto, contando com aparticipação dos seus técnicos educativos, laboratórios de investigação científicae a comunidade escolar. O plano foi “submetido à Agência Ciência Viva para apoio aoensino experimental, envolvendo laboratórios de topo de investigaçãocientífica, em Portugal”, acrescentou o dirigente. 

O processo desenvolvido pelos alunos de quatro turmascontemplou dias de estudo sobre a distribuição populacional, a evolução damutação no gene TAS2R38 e por último a sua história de relações ao longo dostempos, sob a forma de uma narrativa pública visível neste espaço destinado ao estudo das ciências e das artes.

Na altura da sua inauguração, em Abril deste ano, marcarampresença dezenas de estudantes, entre outros, na palestra “Somos todosNeandertais? O que nos dizem as novas evidências fósseis e genéticas.”

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