A famosa máscara dourada do faraó Tutankhamon, considerada um dostesouros do Antigo Egipto, sobreviveu intacta a mais de dois mil anos dehistória, porém foi danificada durante uma sessão de limpeza. A barba terá sidoseparada do resto da máscara durante a limpeza, tendo sido posteriormente unidacom Resina Epoxi, ou aquilo que vulgarmente se chama Supercola.

Passaram-se mais de dois mil anos, o túmulo – escondido emVale dos Reis – resistiu a diversas pilhagens e à força dos elementos durantedois milénios até ser encontrado por Howard Carter em 1922.

Resistiu a tudoisto, mas acabou danificado pelos empregados do Museu de Antiguidades, noCairo. Segundo os trabalhadores do museu, o incidente aconteceu quando erafeita a limpeza da máscara, ao segurarem de forma errada partiram parte damáscara e foi então que a barba se terá soltado do resto do objecto. As ordensforam para que a situação fosse resolvida de imediato, para que o acontecimentofosse escondido do Ministério das Antiguidades.

Perante esta situação, decidiramque a melhor solução para o problema seria, então, juntar as duas peças comsupercola. Depois do procedimento, verificou-se que existia um espaço entre abarba e a máscara: estava mal colada e havia cola espalhada por outras zonas.Na tentativa de remover a barba para voltar a colar e ao rasparem a cola, jáseca, com uma espátula, acabaram por riscar a máscara de forma permanente eirremediável.

O incidente terá acontecido em Outubro e segundo o jornalárabe Al Araby Al Jadeed, a sala onde a máscara está exposta tem agorauma luz menos intensa de forma a que o sucedido não se torne visível aos olhosdos visitantes. Um conservador, citado pela Skynews, explicou que oprocedimento de restauro deveria ter sido feito num laboratório de conservação,uma vez que a supercola tem substancias muito fortes, sendo um material irreversível.O director do museu e o director de conservação, já negaram o sucedido.

O casoestá agora a ser investigado pelo Ministério das Antiguidades.

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