Está patente a exposição temporária “São Sebastião: O Voto –A Identidade – A Arte” até dia 31 de Março no Museu de Santa Maria de Lamas. Aedição deste ano das “Fogaceiras da Feira” valoriza o espólio, o uso deobjetos de cortiça e derivados, o historial, a simbologia, a iconografia, aarte, o “Pão doce”, e a identidade do seu povo, região e património. Atenção quenão estamos a falar de D. Sebastião, que desapareceu numa manhã de nevoeiro naBatalha de Alcácer Quibir, mas sim de S.

Sebastião, advogado da Igreja contra as“fomes, as pestes e as guerras”. Reza a História que esta figura natural deNarbona, em França, que se assumia como um resistente cristão no impérioromano, repudiando “os martírios praticados pelo regime”, acabou elepróprio martirizado, amarrado a uma coluna ou árvore e atingido por váriasflechas de arqueiros, por ordem de Diocleciano. Este ato não levou à morte.Sobreviveu milagrosamente, conforme referido, e acabou condenado novamente àmorte através de espancamento à paulada.

Teve uma aparição após a sua morte aSanta Lúcia, onde revelou a localização dos seus “despojos mortais” a seremsepultados em Roma.

A sua relação com a região portuguesa deveu-se ao voto dossantamarianos, que viviam numa terra de crenças e devoções, quererem prestar oculto ao mártir. Daí o tributo ao “primeiro martírio de S. Sebastião” que estapopulação conduz a cada dia 20 de Janeiro, desde 1505. A identidade dopatrimónio da região, patente no Castelo de Santa Maria da Feira, aproxima-seda arte e do “espólio de imaginária sebastiana seiscentista do séc. XVII.

“Afluência tem sido muito positiva. Até hoje cerca de 450 pessoasjá visitaram a exposição e participaram na oficina complementar “A minha fogaçanão é de massa, é de cortiça”, adiantou a Directora do Museu de Santa Maria deLamas Susana Ferreira. Os visitantes têm assim a oportunidade de experimentar uma atividadecomplementar da exposição, na qual podem efetuar a sua própria fogaça no Museu,mas para isso têm de aceitar o desafio de “trincar a massa pela cortiça eamassar pela colagem”.

A visita temática e oficina estão abertas ao público emgeral, nos horários entre as 10h00 e as 12h00 e das 14h30 às 16h30, por umvalor de entrada de 3€, sendo gratuito para menores de cinco anos.

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