O britânico Sam Smith foi o grande vencedor desta edição dos Grammy Awards, os prémios da indústria musical norte americana. Arrebatou a vitória em quatro categorias e é o novo herói inglês. Numa edição particularmente fraca em termos de nomeações, Sam Smith foi escolhido como Melhor Novo Artista. O seu disco In the Lonely Hour venceu a categoria de Melhor Álbum Pop, enquanto que a Música Stay With Me, a tal que deu origem ao escândalo de plágio de que Smith foi acusado por Tom Petty, foi galardoada com os prémios de Gravação do Ano e Canção do Ano.

"Quero agradecer à pessoa por quem me apaixonei. Obrigada por me partires o coração no ano passado, porque me fizeste ganhar quatro Grammy" foi o pouco inspirado e inspirador discurso de Sam Smith.

Beyoncé, distinguida com três escolhas (Melhor Performance R&B, Melhor Música R&B e Melhor Álbum Surround Sound), foi a estrela mais do que previsível da noite, ao género de cromo repetido. Tornou-se, com mais estas conquistas, na segunda mulher com mais Grammys, superando Aretha Franklin, 20 contra 18. Está, no entanto, longe de Alison Krauss, que conquistou até agora 27 estatuetas.

A noite acabou por ser salva pela grande surpresa: Beck. O músico americano, um dos poucos grandes nomes nas nomeações, surpreendeu (-se) quando foi anunciado como o vencedor do prémio Álbum do Ano. Morning Phase foi justamente o escolhido, quando Beyoncé era a grande aposta. O sucessor de Modern Guilt acabou igualmente por ganhar o galardão de Melhor Álbum Rock, derrotando U2 e The Black Keys.

Depois de Prince o anunciar como vencedor e quando se preparava para os agradecimentos, Beck viu o palco ser invadido por Kanye West, numa cena repetida, pois já tinha sido estreada nos MTV Video Music Awards de 2009.

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Desta vez, Kanye estava apenas a gozar consigo próprio, não pretendendo reclamar em palco a atribuição do prémio a Beyoncé.

Destaque ainda para Kendrick Lamar, vencedor de Melhor Álbum Rap e Melhor Performance Rap, e para St. Vincent, escolhida para Melhor Álbum Alternativo. De resto, palavras incisivas de Prince (“Tal como os livros e as vidas dos negros, os álbuns ainda importam”), uma declaração anti-violência doméstica de Barack Obama, as cuecas de Madonna e os vestidos mais ou menos ousados dos convidados, salpicaram esta edição dos Grammy; fraca, que perdeu mais de 3 milhões de espectadores.