Tinha chegado a vez dos senhores da noite chegarem ao palco do Paradise Garage na noite de 26 de Março, depois do bom aquecimento prestado pelos israelitas Shredhead e pelos também polacos Hate. Os 'Vader' entraram em palco perante uma plateia ávida para recebê-los e logo com duas músicas do seu mais recente trabalho, o excelente "Tibi Et Igni". "Abandon All Hope" iniciou o alinhamento após uma breve intro de "Go To Hell", o único single retirado do álbum.

Publicidade
Publicidade

Os outros temas retirados de "Tibi Et Igni" foram "Hexenkessel" (um dos momentos mais melódicos e cheios de groove do álbum e da noite), "Where Angels Weep" (um dos mais intensos) e "Triumph Of Death".

A banda intervalou as suas incursões pelo novo trabalho com algumas visitas ao passado, mas sendo a discografia da banda algo extensa, seria difícil visitar todos os lugares interessantes que a obra dos polacos tem para oferecer, afinal já lá vão onze álbuns de estúdio sem contar com incontáveis eps, splits e singles.

Vader na sua passagem por Lisboa, Paradise Garage
Vader na sua passagem por Lisboa, Paradise Garage

Os álbuns visitados foram "Welcome To The Morbid Reich", de 2011, com um intenso "Come And See My Sacrifice"; "Impressions In Blood", de 2006, com "Helleluyah!!! (God Is Dead), que foi a última Música da noite, encarregada de fechar a actuação da banda; "Litany", de 2000, com um fantástico"Wings", embora ainda ficasse a faltar "Xeper", um tema que deveria ser obrigatório em todas as suas actuações; "Black To The Blind", de 1997, com "Carnal"; "De Profundis", de 1995, com "Reborn In Flames", "Silent Empire" e "Sothis", uma série de temas que também já se assumem como obrigatórios no alinhamento de um concerto dos Vader; sendo dada especial atenção também ao primeiro álbum "The Ultimate Incantation", do já longínquo ano de 1992.

Publicidade

A banda ainda fez questão de tocar "Chaos", retirada originalmente da demo "Morbid Reich", de 1990, que verá agora uma série de reedições em cd, cassete e vinil, programadas para sair pela editora Witching Hour Productions no próximo dia 3 de Abril.

Apesar da qualidade do som ser longe de perfeita - alguns momentos e pormenores de guitarra não soaram tão poderosos ou perceptíveis como seria desejável - era notável a forma como o público ainda estava pronto e ávido para mais, quando chegou a altura do encore, que soube bastante a pouco.

É sabido que é difícil manter a intensidade durante espectáculos de duas horas e que até é contra-producente arriscar-se a tal, mas os cerca de setenta minutos que a banda dedica ao seu alinhamento acabou por saber mesmo a pouco. Ainda assim, a banda deixou uma assistência satisfeita com uma noite de metal extremo de qualidade, despedindo-se do público com a "The Imperial March", imortal tema do segundo filme da saga da "Guerra das Estrelas". Sem dúvida, uma banda que precisa de voltar ao nosso país daqui a pouco tempo.

Publicidade

Leia tudo e assista ao vídeo