Duas semanas depois do mundo se ter despedido de Ben E. King, é a vez de nos despedirmos de outra lenda da Música norte-americana, o lendário músico e cantor B.B. King. Aquele que era por muitos conhecido como o "Rei do Blues" morreu esta quinta-feira em Las Vegas aos 89 anos de idade. Há vários meses que B.B. King se encontrava acamado devido a problemas de saúde derivados da diabetes tipo II, de que padece desde a década de 80. O estado de saúde de King vinha-se debilitando gradualmente, e desde Abril o músico norte-americano já havia sido hospitalizado por duas ocasiões.

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Depois do último internamento em Maio B.B. King ficou a receber apoio médico domiciliário até à última quinta-feira. A confirmação do falecimento do "Rei do Blues" foi dada pelas filhas e pelo advogado do músico.

King ficou famoso por chamar a todas as suas guitarras Lucille e para a história deixou um legado musical enorme, tendo feito mais de dez mil actuações ao vivo e arrecadando 15 Grammys. De entre os seus maiores sucessos há que referir Three O'Clock Blues, The Thrill Is Gone ou When Love Comes to Town (com os U2).

B.B. King e a sua Lucille numa das suas actuações
B.B. King e a sua Lucille numa das suas actuações

Foi ao lado de Lucille que B.B. King se tornou num dos maiores guitarristas de sempre e a revista norte-americana Rolling Stone colocou-o em terceiro lugar na lista dos melhores guitarristas de todos os tempos, apenas atrás dos também lendários Jimi Hendrix e Duane Allman.

A história de um Rei

A vida musical de B.B. King começa a ser construída quando apenas era conhecido como Riley Ben King. Nascido em 1925, o jovem negro, natural do Mississípi, cresceu numa plantação de algodão e começou a actuar em bares para negros e em salões de baile na década de 1940. O seu primeiro contacto com a música foi através do gospel, mas foi depois de descobrir o blues que a sua vida realmente ganhou nova cor.

Foi graças ao seu trabalho como DJ numa rádio de Memphis que ganhou a alcunha de Blues Boy, cujas iniciais passariam a fazer parte do seu nome artístico B.B.

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King. Entre as suas maiores inspirações podem contar-se T-Bone Walker e Louis Jordan, as big bands de Count Basie e ainda músicos como Django Reinhardt, Blind Lemon Jefferson e até o jazz de Charlie Christian. A mistura do gospel, do blues e do jazz, além de muitas outras sonoridades que proliferaram naquela região, acabariam por delinear a trilha musical de B.B. King.

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