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Após vários anos em restauro, uma basílica pagã situada nas profundezas de Roma reúne finalmente as condições para se dar a conhecer ao ao público. Este espaço foi descoberto por acaso em 1917 durante a construção da linha ferroviária que liga a capital italiana à cidade de Cassino. Uma passagem subterrânea desabou, revelando a entrada para o local de culto. A basílica subterrânea foi construída por uma rica família romana, devotos de um culto pouco conhecido chamado Neopitagorismo. Quem não gostou muito desta ideia foi o império Romano.

Crê-se que a sua fundação remonta ao século I a.C. Foi uma iniciativa da abastada família Statílius. Esta basílica apresenta características únicas em todo o mundo. Foi escavada numa tufa sólida de rocha vulcânica nos arredores da capital imperial no primeiro século d.C.

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Terá sido usada como uma escola de filosofia helenística mística que pregava ascetismo e tinha como princípios os escritos de Pitágoras e Platão.

No entanto, esta família foi perseguida. Foram acusados pela temível Agripina de práticas de magia negra e outros rituais ilícitos. O chefe de família, Titus Statilius Taurus, foi investigado pelo Senado e afirmou sempre ser inocente, no entanto, não conseguiu suportar esta pressão e suicidou-se em 53 a.C.

Em declarações ao jornal inglês The Telegraph, a diretora da Basílica, Giovanna Bandini, revelou um pouco mais sobre a atitude do império romano em relação ao referido local: "Existiam diversos cultos adorados naquele tempo e o império foi em geral bastante tolerante.

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Mas este foi visto como uma ameaça, porque colocava em causa a ideia do imperador como um mediador divino entre mortais e os deuses". 

Depois deste triste acontecimento, a basílica foi perdendo força e deverá ter sido encerrada na tempo do imperador romano Claudius. Acabou por cair no esquecimento, sendo apenas descoberta (acidentalmente) em 1917. As construções de linhas ferroviárias acabaram por pressionar a terra, revelando assim a entrada para a basílica.

Desde então decorreram vários trabalhos  de restauro. Atualmente está a decorrer uma intervenção, no entanto os turistas já podem conhecer o local. Devido à fragilidade do lugar, são permitidas entradas a grupos pequenos. 

Um dos seus maiores atrativos é o fato de apresentar imagens alusivas a figuras clássicas como Aquiles, Orpheus, Paris e Hércules.

Recorde-se que no ano passado uma outra basílica já tinha dado que falar.

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Mas nesse caso, tratava-se de descoberta de uma obra do Império Bizantino.