Esta semana foi comunicado ao público pelo Ministério do Património e da Cultura de Omã que foi encontrada perto dada ilha Al Hallaniyah, na zona de Dhofar, uma nau portuguesa que terá sido comandada por Vasco da Gama em 1503. Suspeita-se que pode ser a nau "Esmeralda". A descoberta já tinha sido feitaem 1998. Embora admitam que se pode tratar de uma extraordinária descoberta, alguns historiadores portugueses não estão contentes com os métodos aplicados em torno deste achado.

O site do Expresso refere que "(...)o historiador Jorge Semedo Matos e o arqueólogo subaquático Filipe Castropõem em causa sobretudo a forma como foi feito o anúncio de uma descoberta que nem sequer contou com investigadores portugueses e que foi divulgada com «segredinhos» que, afirmam, «minam a credibilidade» do achado".

Filipe Castro não considera David Mearns, o líder da empresa responsável pela recolha dos achados, alguém digno de confiança.

O arqueólogo revela que existem vários procedimentos que merecem ser questionados:.

  • esta descoberta foi feita em 1998, mas só agora foi revelada;
  • David Mearns tem retirado vários objetos do fundo do mar, podendo ser um indício de interesses pessoais (Filipe Castro não coloca em causa, contudo, o valor das peças,);
  • as investigações não envolveram portugueses.

José Semedo Matos não sei deixa impressionar por esta descoberta, achando que são necessários mais dados para se dizer realmente que a nau é a Esmeralda.

Até ao momento, desde 2013, as campanhas arqueológicasao serviço da empresa britânica Blue Water Recoveries Ltd. (BWR) já conseguiram trazer à superfície2.800 objetos (nomeadamente moedas, uma esfera armilar e um distintivo particular do rei D. Manuel I).

O português desprezado

António Camarão afirma ter tido um papel importante descoberta da Nau. Segundo o próprio afirmou ao Jornal de Notícias, teve um papel decisivo na localização da nau e foi responsável pelaprimeira escavaçãonas proximidades dailha Al Hallaniyah, em Dhofa.

Numa carta de 2002, David Mearns reconhece que, de facto, António Camarão teve um papel importante na descoberta da nau.

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