Sábado, 23 de Abril, foi o segundo dia de Bizarra Locomotiva a dar vida às Reverence Underground Sessions, promovidas pela organização do Festival Reverence e o Sabotage Club em Lisboa. Antes das 22 horas, hora de abertura do bar, já se começavam a juntar pessoas em fila para entrar.

Publicidade
Publicidade

Este segundo concerto foi dedicado como prometido aos temas mais actuais da banda lisboeta.

Eram 23:59, um atraso que inflamava a espera de um Sabotage quase cheio, os sinos tocaram e os Bizarra Locomotiva entram em palco envoltos em látex negro abrindo as portas para o que viria a ser uma grande noite com “A Procissão dos Édipos.”

E se na primeira noite a química entre a banda e o publico foi notória, neste segundo concerto houve uma explosão de adrenalina e sentimento, com o público a cantar as músicas em uníssono e com o vocalista Rui Sidónio constantemente a partilhar a plateia com os fãs. 

Das passagens pelo “Ódio” ficaram “O Frio”, “Buraco Negro” e “ Coisa Morta”.

Momento especial da interpretação de "Sudário de Escamas" com dois grandes admiradores da banda no palco
Momento especial da interpretação de "Sudário de Escamas" com dois grandes admiradores da banda no palco

Neste concerto notou-se bem a rodagem dos temas mais recentes da banda, tanto por parte do público como dos próprios Bizarra, que se mostraram em excelente forma, extremamente coesos e sempre embalados ao ritmo de uma bateria irrepreensível de Rui Berton, que esteve particularmente demolidor neste dia.

Do “Álbum Negro” ficou “Egodescentralizado”, “Ergástulo”, “Remorso” e “Engodo”, que resultou numa frenética dança conjunta.

Do tão aplaudido "Mortuário" pouco mais há que dizer, a banda tem-no mostrado um pouco por todo o país e nota-se bem o amor que o público foi deixando crescer por este trabalho, tornando “Mortuário”, “Foges-me em chamas”, “Na ferida um Verme” e “Flauta do Leproso” em momentos de puro êxtase.

Publicidade

“Sudário de escamas” teve também um momento especial, trazendo dois fãs da banda ao palco para segurar a Bíblia, na coreografia normalmente encenada por Tiago Barbosa.

Para finalizar, “O Anjo Exilado” foi oferecida por completo ao público presente~, que não se fez rogado e cantou o tema do início ao fim, deixando a banda sair de palco por breves momentos.

Encore surpreendente

Terminava assim o alinhamento previsto e, convencidos que tinha terminado aquele grande concerto, alguns espectadores saíram, deixando o Sabotage, que se encontrava completamente cheio, um pouco mais liberto.

Quando os resistentes ainda se tentavam recompor, a banda regressa ao palco e, sem mais demoras, arrasa com “a Febre de Ícaro”, recebida em delírio pelos presentes.

A seguir trouxeram “Moscas” e novamente o “Escaravelho” para a despedida, fechando assim duas noites memoráveis que sem dúvida ficarão para a história da Bizarra Locomotiva.

Leia tudo