Nuno Álvares Pereira é uma das mais admiradas e respeitadas figuras da História de Portugal. Beatificado e canonizado pelo Vaticano, a sua devoção à religião católica, a sua lealdade ao rei D. João I e as suas brilhantes estratégias militares que contribuíram para que Portugal mantivesse a sua autonomia, são ainda hoje recordadas. O livro biográfico "D. João I", da autoria de Maria Helena da Cruz Coelho, revela algumas Curiosidades sobre este homem. A partir dessa obra, damos-lhe a conhecer alguns factos menos conhecidos.

A lealdade demonstrada a D. João I e os feitos militares que garantiram a independência de Portugal e a coroa do próprio D.

João fizeram de Nuno Álvares Pereira um dos homens mais ricos de Portugal no seu tempo. Tinha várias propriedades.

Compadres

A uma determinada altura, D. João I queria recuperar para a coroa portuguesa, algumas das propriedades que dera ao seu brilhante militar. Mas também não lhe queria retirá-las. Como resolver este dilema? Foi decidido que Beatriz Pereira de Alvim, filha de Nuno Álvares Pereira, casaria com D. Afonso, filho ilegítimo de João I.

Fuga

O Santo Condestável deslocou-se a Coimbra, para convencer um nobre a apoiar D. João na guerra contra Castela. No entanto, esse nobre não só rejeitou essa abordagem, como deu ordem de prisão ao seu visitante (que conseguiu escapar, por pouco).

Traidor?

Nos tempos iniciais da guerra entre D. João I e João de Castela, vários homens em quem D.

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João I confiara atraiçoaram-no, lutando pelo reino inimigo. Não é assim, de estranhar que, durante algum tempo, o D. João português deixasse de acreditar totalmente em muitos dos seus homens. Nuno Álvares Pereira foi um dos que esteve sobre o seu olhar atento (o fiel homem tinha um irmão a lutar por Castela).

O respeito do inimigo

D. João de Castela estava desesperado com as humilhantes derrotas frente aos portugueses, mas simultaneamente estava admirado com os brilhantes feitos militares ao serviço de Portugal. Sabendo que só tinha a ganhar em contar com os seus serviços, tentou convencê-lo (sem sucesso) a lutar pelo seu reino.

Existem relatos de que, João de Castela, terá feito um dia, um jantar entre ilustres astelhanos e portugueses, de forma a restabelecer a paz entre os dois reinos. Nuno Álvares Pereira sentido-se desrespeitado sobre o lugar que lhe foi dado (na época, neste tipo de jantares, os lugares refletiam a relevância social), terá puxado a toalha do banquete...a ementa caiu no chão. Deste modo, o jantar acabou por não se realizar.