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O Festival Meo Marés Vivas festejou a sua nona edição no passado fim de semana. Nos dias 20, 21 e 22 de julho, a música regressou a Vila Nova de Gaia, mas desta vez num novo espaço. Nesta nova localização, a capacidade do recinto passa para quase o dobro e ainda tem mais por onde crescer.

Jamiroquai aquece primeira noite

Na primeira noite, os vencedores foram sem qualquer surpresa os britânicos Jamiroquai, liderados pelo carismático Jay Kay. Foi ao som de “Shake it” do seu último trabalho “Automaton” que deram início a uma atuação carregada de muita energia em cima e fora do palco. Sem muito esforço, conseguiram que a gigantesca plateia dançasse ao som dos seus vários hits como “Cosmic Girl”,” Virtual Insanity” e "Supersonic.” Incrível como Jay Kay continua a correr por todo o palco de uma ponta à outra; os anos passam, mas a sua voz continua com a mesma e o espetáculo dos Jamiroquai também.

A aquecer o palco tinha já estado o criativo Manuel Cruz, onde pudemos ouvir dois dos seus últimos singles “Beija-Flor”, o cativante “Ainda não acabei” e até mesmo “Capitão Romance” dos Ornatos Violeta, que foi o momento alto da sua atuação.

Os Goo Goo Dolls, que tiveram o seu auge nos anos 90, foram uma ótima escolha para o Festival Meo Marés Vivas – o festival quase sempre traz artistas que provocam um enorme sentimento de nostalgia. Simpáticos e com uma atuação competente, trouxeram-nos na bagagem alguns temas do seu álbum “Boxes” (2016). Reservaram para o fim o seu maior sucesso, “Iris”, que todo o recinto cantou.

Richie Campbell foi o escolhido para fechar o palco principal e a escolha foi mais que acertada. Apesar da noite ventosa e fria, o jovem Richie conseguir aquecer o ambiente com os seus ritmos jamaicanos.

Os melhores vídeos do dia

Teve sempre muita Interação com o público e uma enorme energia na forma como interpretou temas como “This is how we roll” e “Get With You”.

Durante a tarde após a abertura das portas, no Kia Digital Stage, esteve o jovem Waze a animar os presentes, e no Palco Santa casa estiveram os We Find You e também Fernando Daniel com uma impressionante plateia a cantar alguns dos seus sucessos como “Nada Mais” e “Espera” .

Capacidade esgotada para Kodaline e David Guetta

Num segundo dia esgotado, onde as figuras principais eram o DJ David Guetta e também os Kodaline, Carolina Deslandes surpreendeu tudo e todos.

A jovem cantora partilhou com uma plateia já muito bem composta um desfilar de canções cheias de sentimento, onde além de temas como “Avião de Papel” e “Vida Toda” interpretou temas de Da Weasel, Xutos, Pontapés e Ornatos Violeta.

Quem também esteve muito bem foram os The Black Mamba com o seu blues-rock. Foram recebidos de braços abertos e seduziram os presentes ao som de temas como “It Ain´t you” e “Sweet Lies”; houve ainda tempo para o novíssimo single “Stronger” do trabalho que vai sair ainda este ano.

Os Irlandeses Kodaline era um dos nomes mais aguardados desta noite devido aos seus êxitos como “High Hopes, “All I Want” e “Love will set you free.” Com um som de palco muito bom, conquistaram os milhares de corações do público, que retribuíram com um apoio fantástico desde o primeiro minuto.

Com um público em êxtase após o concerto dos Kodaline, nada melhor do que o explosivo David Guetta e todo o seu espetáculo, para fazer animar ainda mais o ambiente dos milhares que o esperavam. Dançou-se pela madrugada a dentro ao som de “Titanium” e “Play Hard”. A atuação foi carregada de jogos de luzes, muito fumo e muita diversão para os milhares que não pararam de saltar e dançar.

Fecho dedicado aos jovens

O terceiro e último dia do Festival Meo Marés Vivas foi maioritariamente dedicado a um público mais jovem do que os dias anteriores. Fomos presenteados no início da tarde com vários artistas nacionais como Janeiro, Aurora, a jovem Bárbara Bandeira, que já é um fenómeno junto dos jovens portugueses e também a Youtuber SEA nos palcos Santa Casa e Kia Digital Stage.

Para muitos, a cantora- compositora LP terá sido uma agradável surpresa e deixou bastantes curiosos nos que já se encontravam junto do palco principal. A forma descontraída como agarrou o público através de canções de pop-rock fez com que se tornasse uma das atuações a ficar na memória de muitos durante estes três dias. As músicas de Laura Pergolizzi são mais do que somente o tema mais conhecido, “Lost In You”.

Tinha chegado um dos momentos mais aguardados deste terceiro e último dia, a vinda de uma das melhores artistas que já passou pelo palco do Meo Marés Vivas.

Joss Stone encanta público

A britânica Joss Stone voltou, mais uma vez, a encantar o público português com a sua simplicidade, beleza e simpatia. Além de uma excelente voz, é também uma boa comunicadora e a prova disso foi estar de forma descontraída junto ao público a cantar.

Foi simplesmente brilhante a forma como interpretou temas como “You Had Me”,” Right to Be Wrong” e “Super Deeper Love”. Depois do público estar já apaixonado e encantado com Joss Stone, foi a vez de Rita Ora tomar de assalto o palco e conquistar os milhares que por ela gritavam.

A mais esperada Rita Ora arrasa em Gaia

O espetáculo de Rita Ora foi simplesmente fantástico, entusiasmante e emotivo do início ao fim. Os temas “Anywhere”, “Your Song”, “Poison” foram entoados e dançados por todo o recinto fazendo esquecer a noite fria que já se fazia sentir. Um concerto bastante emotivo para Rita Ora, que elogiou o público português ao afirmar que tinha sido o melhor concerto da tour.

O tempo da sua atuação passou rapidamente, mas ainda houve espaço para Rita Ora homenagear o DJ Avicii (que tinha morrido em abril) com “Lonely Together” .

A tarefa de fechar um festival nem sempre á fácil, mas os D.A.M.A. fizeram-no de forma muito competente, provando assim o porquê de arrastarem multidões de jovens. Passado dois anos de terem estado no festival Meo Marés Vivas, mostraram-se mais “crescidos” e com uma legião de fãs impressionante que os ajudou no encerramento do último dia do festival.

O Meo Marés Vivas cresceu e tem muito mais por onde crescer. Continua a ser um festival para todas as idades e que certamente continuará a evoluir de ano para ano sempre junto do rio e do mar.