O Festival Laurus Nobilis Music em Famalicão, teve a sua quarta edição este fim de semana passado. Nos dias 26, 27 e 28 de Julho de 2018, passaram pelo recinto cerca de 10 mil festivaleiros. Este ano, o festival apostou ter os três dias dedicados à música mais pesada, ao contrário das edições anteriores que separavam os dias por géneros musicais. Uma aposta ganha que elevou a fasquia para a próxima edição.

O festival que teve inicio em 2015 na freguesia do Louro em Famalicão, dividia pelos seus três dias, os géneros musicais.

Metal, reggae, pop, fado. Ano após anos, a maior afluência era no ou nos dias com bandas com sonoridades mais pesadas. 2018 foi o ano de mudanças e marcar o seu lugar dentro dos festivais de metal em portugal!

Apostaram num cartaz maioritariamente com bandas nacionais de extrema qualidade, o que tornou o ambiente numa festa de amigos.

O recinto estava muito bem organizado, separado em duas zonas. Uma de acesso gratuito onde estava o palco secundário, zona de restauração e merchandise, e outra que só podiam aceder com bilhete onde se encontrava o palco principal.

No dia 26, só a parte gratuita funcionou e contou com a visita de 2 mil pessoas.

A abertura oficial do festival coube à banda espanhola Atreides, seguindo-se os portugueses Booby Trap, Cruz de Ferro e os Infraktor. O encerramento da noite esteve a cargo do Dj Nattu.

Na sexta-feira a procissão em direção ao festival já era mais abundante.

Os portuenses Sotz subiram ao palco secundário pelas 16.30h. Com uma garra que já lhe és característica, agarram o público com os temas: "Apocalyptic Machine", "Within the Evil Empire", "Reborn" e "Tzak Sotz" entre outros.

Chegou a vez dos In Vein que têm estado em alta este ano, mostrarem do que são capazes.

Os melhores vídeos do dia

Temas como "Paranóia", "Tortured Pleasure", "First Chaptor" e "S.A.T.A.N.", provam que a qualidade da banda de Paços de Ferreira cresceu e se tornaram mais coesos e agressivos.

Pouco depois das 18.30h sobem ao palco os Nine O Nine. Um projeto novo, ainda pouco conhecido para alguns, mas com elementos de peso do Rock/metal nacional! Tó Pica, Arlindo Cardoso, Sérgio Duarte e Gonçalo Agostinho, formam os NON e mostram a sua qualidade como músicos em cima do palco e encerram da melhor forma as atuações da tarde no palco secundário, passando a vez à abertura do palco principal.

O palco principal foi inaugurado pelos Setubalenses Hills Have Eyes pelas 20.30h. A banda de metalcore desde 2006 que tem tido um percurso invejável pisando palcos nos mais conceituados festivais dentro e fora Portugal. Temas como "The Bringer of Rain", "Never Quit" e "Strangers" aqueceram o ambiente que ainda se estava a compor.

Equaleft assumem o palco de seguida. Uma das bandas queridas do Porto, provam a sua qualidade e o poder de incendiar a plateia.

"We Defy", "New False Horizons" e "Invigorate" provocam um reboliço total no recinto com muito mosh e crowd surfing.

Septicflesh uma das bandas mais esperadas!

Chegou o momento mais esperado pelo público. Os gregos Septicflesh que se encontram a promover o seu último trabalho, lançado em Setembro, "Codex Omega", chegaram, viram e venceram! A banda de Symphonic Death Metal, fez a delicia dos presentes durante cerca de 1.30h com a sua simpatia e interação com os presentes, debitando temas como "Portait of Headless Man", "The Vampire from Nazareth", "Martyr", "Pyramid God", entre muitos outros, deixando para o encore "Anubis" e "Dark Art".

Para encerrar este primeiro dia no palco principal, nada melhor que o Punk Rock dos Mata Ratos. Não devia haver quem não conhecesse estes senhores que desde os anos 80 trazem boa disposição aos palcos.

A noite ainda não tinha terminado. De volta ao palco secundário para mais música.

A difícil tarefa de encerrar o dia de concertos, coube aos veteranos WEB. A banda de Thrash Metal do Porto já não precisa de dar provas do seu valor e conseguiu levantar o pó no recinto até às 3h da manhã, dando lugar ao Dj António Freitas que animou os resistentes!

O terceiro e último dia do festival iria desenrolar da mesma forma que o dia anterior.

O palco secundário abriu às 16.30h com a banda de Sintra Legacy of Cynthia que se encontram a terminar o seu terceiro disco de originais. Conhecidos pela sua energética prestação em palco, animaram o público, dando lugar aos Low Torque que também de energia e boa disposição nada lhes falta. A banda de Rock mostrou que este estilo em nada está morto em temas poderosos como "Stingy Jack".

Revolution Within sobem a seguir. O nome da banda faz justiça ao seu efeito no público. Mal soam os primeiros acordes e a revolução no público é notória. Muito mosh, braços no ar, aplausos e pedidos de mais.

O palco principal abria com o grandes The Temple. Uma das maiores bandas nacionais que provam o seu talento desde 1993. Excelente prestação que aqueceu os festivaleiros para o que vinha a seguir.

Crisix arrasam!

Os espanhóis Crisix foram uma extraordinária surpresa. A energia em palco, a simpatia, a interação com o público foi memorável. A banda de thrash metal com apontamentos de hardcore, causou o maior bailarico no recinto nesta edição do Laurus. Eles saltavam para o público, eles trocavam de lugares/instrumentos nas atuações, eles não paravam simplesmente e acabaram de forma épica com o guitarrista, baixista e vocalista no meio do público a tocar enquanto faziam crowsurfing.

Depois de tanto bailarico, os ânimos acalmaram um pouco com os grande Tarantula. A banda de heavy metal desde 1981 que mostra o seu incrível talento como músicos. Acarinhados pelo público, deram um bom concerto.

Dark Tranquility terminam festival em grande!

Chegou a hora dos Suecos Dark Tranquility subirem ao palco e darem um grande espetáculo. A banda de death Metal fez a alegria dos festivaleiros com temas como "Atoma", "Force of Hand", "Clearing Skies" e para fechar em beleza "Misery Crown".

O público saía satisfeito do palco principal, mas a noite continuava na zona de lazer com o regresso dos The Godiva no palco secundário.

A banda portuense de death metal melódico e gothic metal, iniciou o seu percurso em 1999 mas 2010 viram-se forçados a fazer um pausa devido à saída de vários elementos. Passados 8 anos, voltaram e mostraram que vieram para ficar e conquistar. Um concerto que não poderia ter corrido melhor. Reconquistaram os antigos fãs e conquistaram novos.

Ao som mais uma vez do Dj António Freitas, terminou esta quarta edição do Festival Laurus Nobilis, deixando água na boca a todos que por lá passaram para o que irá vir no próximo ano!