O presidente da UEFA, Michel Platini, propôs, neste domingo durante um congresso de desporto no Dubai, a introdução de um cartão branco nos jogos de Futebol. Esta medida, já sugerida há cerca de dois meses, tem como objetivo penalizar um jogador com dez minutos de suspensão durante a partida. Platini volta a insistir numa proposta que já foi rejeitada pela FIFA. No passado mês de outubro, o presidente do organismo máximo do futebol mundial, Joseph Blatter, não quis avançar com a ideia por entender que seria uma "mudança radical".

De acordo com Platini, o cartão branco teria como objetivo "penalizar protestos e encenações dos jogadores", pois são atitudes que "os adeptos não aceitam".

Acrescentar este novo cartão nos bolsos dos árbitros não significa que os outros desapareçam. "O cartão amarelo vai continuar a existir", afirmou o presidente da UEFA, que foi recentemente ignorado por Cristiano Ronaldo. Segundo Platini, esta nova admoestação é uma boa maneira de "promover o jogo entre os adeptos" que não gostam deste tipo de atitudes. Este cartão seria utilizado em situações de simulações de faltas, protestos e aplausos aos juízes das partidas e daria um castigo imediato aos jogadores, sem existir uma suspensão em jogos posteriores. Isto implicaria naturalmente a saída do relvado entre cinco a dez minutos. Para o antigo internacional francês, agora no comando do organismo máximo do futebol europeu, seria uma forma de "aprender com outros desportos, tal como o rugby", que também utiliza um sistema idêntico.

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Depois de a ideia já ter sido rejeitada em outubro passado por Blatter, Platini não temeu lançar novamente o debate sobre um dos seus desejos para o futebol e afirmou que "agora só falta convencer a FIFA". Nessa mesma conferência no Dubai estava presente o chefe da comissão de arbitragem da UEFA, o antigo árbitro italiano Pierluigi Collina, que teceu alguns comentários sobre a possível introdução desta nova medida. Collina disse que são necessárias "regras simples", de forma a permitir que o futebol continue a chegar facilmente a um público amplo.