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A cerca de ano e meio dos Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro, está de volta a polémica (e a preocupação) em torno da poluição que mancha as águas da Baía de Guanabara. O alerta foi dado esta semana pelo Instituto Oswaldo Cruz (IOC), que detectou em recente análises a presença de uma super-bactéria resistente a antibióticos nas águas do Rio Carioca, que desagua precisamente no local que vai receber as provas de vela. Segundo pode ler-se em comunicado, o IOC afirma que "esta bactéria é mais comummente detectada no Ambiente hospitalar": "As bactérias produtoras da enzima KPC foram identificadas em amostras de água recolhidas em três pontos na Zona Sul da cidade: no Largo do Boticário, no Cosme Velho; no Aterro do Flamengo, antes da estação de tratamento do rio; e na foz do Rio Carioca, no ponto onde ele desagua na Praia do Flamengo".

Identificado como um dos grandes problemas a resolver para as Olimpíadas, a despoluição da Baía de Guanabara tem merecido especial atenção do Conselho Nacional do Meio Ambiente e da Secretaria estadual do Ambiente, que estabeleceram o objectivo de limpar em 80% o espelho de água, num processo que contempla uma série de acções, como a instalação de eco-barreiras e a ampliação das redes de esgoto e tratamento das águas.

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Existe mesmo o denominado Programa de Despoluição da Baía de Guanabara, mas que pouco avançou, apesar de ter sido criado há já 20 anos.

Depois de em Agosto, a Baía ter recebido um evento-teste, a Federação Internacional deu a conhecer que vários velejadores criticaram as condições e que, em alguns casos, se queixaram de bater com as suas embarcações em vários detritos, como animais mortos e pneus. Perante tais factos, o Comité dos Jogos do Rio tentou desdramatizar, mas as críticas surgiram de todos os lados, inclusive do treinador-chefe da selecção brasileira de vela, Torben Grael: "Vai ser a baía mais suja da história olímpica. Espero que a situação melhore, mas vamos ganhar a medalha da pior água dos Jogos", afirmou aos média locais.

Perante a complexidade e enormidade da poluição, já se chegou a cogitar uma mudança de palco para Búzios, hipótese que o Comité Organizador dos Jogos do Rio já afastou por completo, apontando o caminho da limpeza, que "ganhou" agora um novo obstáculo: uma super-bactéria que os brasileiros querem ultrapassar para ter uma Baía de Guanabara limpa para os velejadores em 2016, uma tarefa que parece ser cada vez mais olímpica.

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