O dia foi de consagração para os vencedores das respectivascategorias e também para os que tanto lutaram e conseguiram chegar ao fim. Como Lago Rosa em Dakar como pano de fundo, Elisabete Jacinto cumpriu o queprometeu e testou os seus limites até ao último metro da competição. Numaespecial que já não era pontuável para a geral, o MAN TGS foi o 3º mais rápidonos camiões (T4), tendo gasto 15m18s para cumprir os 23,62 quilómetros daespecial.

Numa etapa de “prego a fundo”, Elisabete Jacinto foi astutano arranque, mas o poder dos Kamaz veio ao de cima: “Nomomento de partirmos para a especial, coloquei-me astutamente do lado da areiamolhada e, claro, fui a primeira a partir.

Mantive-me, divertida, à frentedurante um bom bocado enquanto os outros espicaçavam os seus cavalos. Um a umacabaram por me passar, primeiro os dois Kamaz, depois o Tatra, a seguir oScania e só o Unimog ficou para trás enquanto eu, com o pé lá bem no fundo doacelerador, ia ficando cada vez mais longe deles.

E num dia onde a bandeira não pode faltar, Elisabete Jacintoteve de mover “mundos e fundos” para ter as cores nacionais no camião luso: É já umatradição enfeitar o camião com uma grande bandeira do País para a especial dapraia. Os camiões ficammais bonitos, eu diria mesmo elegantes, e revela o orgulho no trabalho quedesenvolvemos ao longo do rali. 
Todas as equipas ofazem. Foi por isso queesta madrugada mandei parar a assistência que já ia lá à frente na noiteescura, a pedir que me dessem a bandeira pois tinha-me esquecido de a tirar docamião. Na praia, a primeira coisa que fizemos foi colocar a bandeira, depois tirámos fotos e convivemos", afirmou apiloto à sua assessoria de imprensa.

Naquele que foi o epílogo de 12 etapas e onde, como sempre, asdificuldades foram crescendo de dia para dia, a equipa Oleoban composta por Elisabete Jacinto, José Teixeira Marques eMarco Cochinho tinha ambições de lutar pelos três primeiros na categoria T4 masum grave e quase irreparável problema no apoio dos amortecedores deitou porterra todas essas esperanças.

No entanto, com a geral “arruinada”, o trio lusocerrou os dentes e foi à luta, e assumiu que iria até Dakar pelo melhorresultado possível, e assim foi com o 11º da classificação combinadacarros/camiões e o 4º dos pesos pesados.

Ainda nos portugueses, o dia foi de festa também para osmotards Pedro Ribeiro e Sérgio Castro que, depois de muitas dificuldades,conseguiram concretizar o objectivo de terminar esta África Eco Race sãos esalvos: “Não consigo descrever o que foi paranós a chegada; mais do que uma aventura foi uma prova de que quando se quer muitouma coisa temos que a ter.

Passámos muito, mesmo muito, para conseguir chegar atéaqui; tivemos que lutar até ao limite das nossas forças mas tudo isso não seriapossível sem a vossa ajuda e motivação para que todos os dias tivéssemos umsorriso nos lábios e força para passar por tudo”.

Falta apenas falar nos vencedores, já definidos desdesábado, com Jean Antoine Sabatier a ganhar nos carros, Anton Shibalov noscamiões e Pal Anders Ullevalseter nas motos.

Foram estes os primeiros nasrespectivas categorias e que hoje foram merecidamente coroados.

Não perca a nossa página no Facebook!