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Uma agência de comunicação portuguesa lançou a campanha "Let's kick Platini Out" (qualquer coisa como "vamos expulsar Platini", em português), na sequência das declarações do presidente da UEFA, que apontou o guarda-redes alemão Manuel Neuer como o seu preferido para ganhar a Bola de Ouro. Na primeira acção da campanha, aparecem vários indivíduos junto daquela que é, supostamente, a casa do antigo jogador francês, nos arredores de Paris. Os intervenientes no vídeo rematam 61 bolas para o interior da propriedade, uma por cada golo apontado por Cristiano Ronaldo no ano passado.

Em cada bola disparada, está escrito o nome do adversário e o minuto no qual CR7 apontou o golo.

A campanha foi idealizada e executada pela mesma agência que, no final de 2013, pintou uma série de frases a favor do craque português - do género: "Deus está em todo o lado, Ronaldo está aqui, aqui.

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Vota CR7" - nos locais mais emblemáticos de Barcelona, cidade onde actua o arquirrival de CR7, Lionel Messi. "Platini acha que Cristiano Ronaldo não merece ganhar a Bola de Ouro. Ele prefere o guarda-redes alemão... Por isso, decidimos ir a Paris e oferecer a Platini 61 bolas de Futebol, uma por cada golo de CR7 em 2014!", lê-se na página do Facebook dedicada a esta iniciativa. O site dedicado à campanha Kick Platini está inacessível. "Tentaram retirar-nos do ar! Lobby da UEFA já está em curso", escrevem os autores da campanha noutra rede social, o Google Plus.

Recorde-se que o presidente da entidade que tutela o futebol europeu defendeu em Novembro de 2014 que, em ano de Mundial, a Bola de Ouro deve ser entregue a um campeão do mundo. "Vários futebolistas mereceriam a Bola de Outro, mas sou da opinião que, em ano de Mundial, o prémio deveria ser para um campeão do mundo", disse.

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Uma afirmação que lhe valeu críticas de vários quadrantes, mas principalmente dos defensores de Cristiano Ronaldo, como o seu clube, o Real Madrid, ou a Federação Portuguesa de Futebol.

Recentemente, Platini tentou "desculpar-se" destas - e de outras - palavras menos simpáticas para CR7, dizendo, em entrevista ao jornal Record, que o atacante português "é um verdadeiro fenómeno". Mas manteve a sua posição: "Eu não voto, mas sabem o que eu penso. Em ano de Mundial o prémio deveria ser para quem se destacou na competição. Portugal e Ronaldo não brilharam e ganhou a Alemanha, que tem vários jogadores de topo".

Segunda-feira saberemos se a campanha tem tanto sucesso como teve no passado - Cristiano Ronaldo ganhou a Bola de Ouro de 2013 - ou se os votos darão razão ao presidente da UEFA. Ou, ainda, se será o (desta vez) outsider Lionel Messi a ganhar o prémio.