A segunda parte da etapa maratona já era por si umadificuldade acrescida, e as baixas temperaturas (abaixo de zero), a falta devisibilidade e a chuva foram obstáculos adicionais que fizeram desta 8ª tiradaa mais complicada até ao momento nesta edição 2015 do Dakar. Apesar de ter tambémpassado por dificuldades, Paulo Gonçalves terminou no 15º lugar da especial a12m17s do vencedor do dia, o chileno Pablo Quintanilla.

Numa prova onde, namaior parte das vezes, o mal de uns é a sorte dos outros, Speedy aproveitou o dianegativo de Joan Barreda (agora ex-líder) para subir ao segundo lugar da gerala apenas 9 minutos do novo comandante, Marc Coma (KTM).

A etapa que ligou Uyuni, na Bolívia, a Iquique, no Chile, eque inicialmente tinha 510 quilómetros cronometrados, chegou a ser interrompidaao km 378 devido à falta de condições, "saltando" os motards directamente para okm 748 para cumprir o resto da tirada.

No regresso ao Chile, Paulo Gonçalvesdeixou críticas à organização: “Choveutorrencialmente a noite toda, o salar estava completamente cheio de água,inundado, era um salar com 135 quilómetros. A maioria dos pilotos não queria correr, por condições de segurança, não se via a mais de 100 metros, tínhamosuma altura de água no salar com cerca de 10 a 15 centímetros e andávamos a umavelocidade de cerca de 170 km/h. Muitos pilotos tiveram problemas, eu tiveproblemas, a minha mota parou no salar e durante a ‘especial’, mas felizmenteconsegui chegar ao final. Houve pilotos que não conseguiram chegar e algunsdeles foram evacuados para o hospital com hipotermia. É uma pena que sejaassim, para se fazer a vontade a alguns se ponha a segurança dos pilotos departe”, afirmou o motard luso.

O melhor português foi Rúben Faria que fez o 10º tempo daetapa, acabando colado a Marc Coma. O motard da KTM é 6º da geral, a 34m34s doespanhol: “Foi um dia muito duro.Começámos com bastante frio. Estou muito satisfeito por estar de volta a Iquique, especialmente porque ultrapassei uma etapa em que andámos em altitudeselevadas, a minha moto não teve problemas e consegui mesmo subir duas posiçõesna geral. Hoje foi um dia mesmo muito duro e mais um grande teste que conseguisuplantar, mas o Dakar ainda não acabou.”,afirmou à sua assessoria de imprensa.

JáHélder Rodrigues pode ter hipotecado hoje as esperanças de ficar no top-5 dageral, depois de ter sofrido grandes problemas mecânicos que o obrigaram areparar a moto, o que vai adicionar várias horas de penalização para o homem daHonda. É agora 19º da geral, a 3h25m do primeiro. Por fim, Mário Patrão foi 23ºda etapa com 23m53s de atraso, sendo agora o 40º a 9h23m de Coma. Amanhãespera-semais um dia complicado com 451 quilómetros de especial até Calama, onde asdunas e zonas de pedras vão obrigar os pilotos a estarem na máxima vigilância.

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