Onze anos depois de “explodir” para o Futebol, Freddy Aducontinua a sua travessia no deserto. Chegou a ser comparado com Pelé e foi semsurpresas que entrou na Europa pela porta do Benfica. Não vingou. Nem na Luz,nem em lado nenhum. Está neste momento sem clube, a treinar à experiência noToronto FC. Aquele que foi apontado como um fenómeno, é cada vez mais, umsimples flop.

Quanto em 2004 se tornou o norte-americano mais jovem desempre a assinar um contrato profissional, Freddy Adu foi de imediatocatalogado como um prodígio. As comparações pareciam meras formalidades perantetanto talento. O menino Fredua Koranteng Adu, nascido em Tema, no Gana,transpirava futebol e foi com naturalidade que escolheu os Estados Unidos comopaís adoptivo, e para defender as suas cores.

Dono dos recordes do mais jovematleta a marcar um golo na Major League Soccer (MLS) ou do mais novo a vestir acamisola da selecção AA dos States (comapenas 16 anos), Adu foi somando presenças em Campeonatos do Mundo de sub-20,onde, apesar de ser novo para a categoria, espalhava magia juntos dosaspirantes a estrelas de futebol.

Depois de ter estado à porta de bater o recorde de Pelé,como o mais novo a participar num Mundial, Adu, na altura com 18 anos, foicontratado pelo Benfica, corria a época 2007/2008. Com Fernando Santos ao lemeda equipa apenas uma jornada, o norte-americano acusou a pressão de todas asexpectativas que caiam sobre os seus ombros, acabando por somar 21 jogos (doiscomo titular), apontando 5 golos com a águia ao peito.

O fraco rendimento levou os encarnados a emprestarem o avançado ao Mónaco na temporada seguinte.Mas este era apenas a primeira de muitas cedências que o “novo Pelé” viria aacumular. Seguiram-se passagens pelo Belenenses, Aris de Salónica e Rizespor,sempre sem sucesso.

O divórcio entre Adu e Benfica dá-se no fim da temporada 2009/2010, com o norte-americano a regressar a casa para defender as cores do PhiladelphiaUnion.

Voltaram a surgir esperanças que o “velho” Freddy estaria de volta,tendo o avançado sido chamado (surpreendentemente) para a selecção na GoldCup em 2011. No entanto, seria sol de pouca dura; desde aí, Adu nuncamais jogou pelos Estados Unidos.

Próximas paragens… Brasil e Sérvia, com regresso à casa departida

Depois de duas temporadas no Union, FreddyAdu voltou a emigrar, desta feita para o Brasil.

Com o Bahia como destino, onorte-americano voltou somar nova época desastrosa, com apenas 6 jogos e zerogolos marcados. Após assumir que a ida para o país do futebol tinha como ténueesperança ser chamado por Jurgen Klinsmann para o Mundial de 2014, a apostasaiu-lhe furada e o caminho era mudar. Próxima paragem: FK Jagodina, actual 7ºclassificado da 1ª liga sérvia. Mas uma vez mais as coisas não correram bem e oavançado saiu no fim de 2014.

Sem clube e de regresso a casa, onde tem treinado sozinho emWashington, Freddy Adu vai começar a treinar à experiência no Toronto FC. Com oarranque da temporada 2015 marcada para Março, Adu vai voltar a tentar a suasorte no emblema canadiano, onde encontrará outras estrelas norte-americanascomo Jozy Altidore ou Michael Bradley.

Caso consiga convencer o treinador,Freddy Adu vai, aos 25 anos, jogar pelo 10º clube diferente da sua carreira,sempre com um denominador comum: ter fracassado em todos.

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