Foi com uma igualdade a uma bola que Académico de Viseu eDesportivo de Chaves deram o pontapé de saída da segunda volta do campeonato de Futebol da Segunda Liga.Num jogo em que os flavienses dispuseram das melhores oportunidades de golo, aequipa da casa nunca virou a cara à luta e praticamente no último lance do jogofez o golo do empate. O defesa Eridson acabou por ser o herói ao marcar decabeça o tento que soube a vitória.

Com uma diferença de 8 pontos a separar as duas equipas, comvantagem para o Desportivo de Chaves, dentro do campo as equipas equivaleram-se, com a turma de Ricardo Chéu a entrar melhor, mais pressionante e a queixar-selogo nos instantes iniciais de uma falta dentro da grande área sobre ClaytonLeite.

No entanto, e depois de um remate enrolado de Tiago Almeida que passouperto do poste esquerdo de Paulo Ribeiro, os flavienses começaram a ter maisbola e num espaço de 3 minutos estiveram muito perto de inaugurar o marcador noEstádio do Fontelo. Primeiro, aos 14 minutos, João Patrão, com um remate fortede meia distância fez Ivo Gonçalves voar para enviar a bola para canto. Poucotempo depois, e após uma escorregadela de Eridson na entrada da grande área, LuísPinto esteve muito perto do golo, ao fazer um chapéu ao guardião academista,com a bola a passar rente ao poste. A pressão da equipa de Carlos Pintoaumentava de minuto a minuto, e ainda antes do intervalo mais duas grandesocasiões de golo para os de Chaves.

Primeiro, Tarcísio a falhar de forma incrível ocabeceamento quase em cima de linha de golo, e depois Barry a fazer de defesado Académico, após servido por Paulo Monteiro, a atirar ao lado da baliza deIvo Gonçalves.

Com 0-0 ao intervalo, o Académico voltou a entrar maispressionante na segunda parte, mas foi o Chaves que, à passagem do minuto 58, inaugurou o marcador por Luís Barry.

Servido na perfeição pelo recém entradoJoão Mário, o ponta de lança flaviense recebeu a bola dentro da grande área esem marcação fez o primeiro da tarde no Fontelo. Em desvantagem, Ricardo Chéu mexeuna equipa e estreou André Sousa, um dos reforços de inverno, jogador que deumaior capacidade física e técnica ao meio campo academista.

Muitas vezes com mais coração do que com cabeça, a equipa dacasa foi-se acercando da baliza do Chaves, que usou e abusou do anti-jogo comvários jogadores a perderem tempo.

No entanto, e já com o relógio a marcar 3minutos além dos 90 (foram dados 5’ de compensação), André Sousa “sacou” de umcruzamento da esquerda ao qual o defesa central Eridson respondeu com umcabeceamento certeiro para as redes de Paulo Ribeiro.

Num empate que “sabe” a vitória ao Académico de Viseu,voltou a repetir-se a história da primeira volta, em que os viseenses estiverama perder e empataram o jogo nos descontos por Tiago Borges. Desta feita foi ointernacional guineense, Eridson, que, no meio de tanto coração, teve cabeça parasubir ao quarto andar e dar um ponto à equipa de Viseu.

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