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O treinador Carlos Queiroz apresentou, esta sexta-feira, a demissão do cargo de seleccionador nacional do Irão alegando pressões externas. No entanto, o treinador português que passou pelo Real Madrid e Manchester United (como adjunto de Alex Fergusson) não especificou a que pressões se refere. "Não queria ir embora, não estava nos meus planos. O presidente queria que eu continuasse mas ambas as partes tiveram de ceder por causa das pressões", afirmou o treinador português de 62 anos à agência iraniana Fars.

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Carlos Queiroz, que já passou pela selecção nacional portuguesa entre 2008 e 2010, viu o seu contrato com a selecção iraniana ser prolongado até setembro de 2018 depois do Mundial do Brasil do passado ano. Carlos Queiroz ainda liderou a equipa iraniana na Taça da Ásia, onde acabou por ser derrotada nos penáltis nos quartos-de-final por Israel. À agência noticiosa IRNA, Ali Kaffashian, presidente da federação do país asiático, disse "não podemos obrigar Carlos Queiroz a ficar". Mesmo sendo popular entre os adeptos do país, Carlos Queiroz mantinha uma relação complicada com o governo iraniano.

O treinador português assumiu o comando da selecção iraniana em abril de 2011 e conseguiu que esta se apurasse para o Mundial do Brasil, mas acabou por ser eliminada na fase de grupos da competição. Esta foi a quarta vez na história que uma selecção iraniana se qualificou para um Mundial, mas a equipa comandada pelo português acabou por perder os jogos frente à Argentina e Bósnia e Herzegovina e empatar com a Nigéria. Depois desta eliminação, Carlos Queiroz chegou a ponderar deixar o cargo de seleccionador nacional do Irão por considerar não ter o apoio da federação nem do governo, mas acabou por renovar contrato em setembro do ano passado até ao Mundial de 2018 que irá ser realizado na Rússia.

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O anúncio surge pouco antes de dois confrontos que o Irão terá em solo europeu: um no dia 25 de março, frente ao Chile na Áustria, e outro no dia 31 de março, frente à Suécia em Estocolmo.