Os bastidores da Fórmula 1 não páram antes do Grande Prémioda Malásia, que decorre no próximo fim-de-semana, e várias notícias importantessurgiram nos últimos dias. Na segunda corrida da temporada de 2015, é quasecerto o regresso de Fernando Alonso, depois do misterioso acidente na pré-temporada. Já o campeão Lewis Hamilton deve renovar o seucontrato com a Mercedes ainda antes de correr o circuito de Sepang, onde éfavorito a repetir a vitória de 2014.

As previsões de chuva e trovoada prometem trazer emoção extra à prova, que vai certamente ter uma grelha departida mais completa do que o GP da Austrália. E já há certezas quanto ao GP da Alemanha: (pelo menos) esteano a prova não consta do calendário.

Fernando Alonso já se encontra na Malásia, onde amanhã (26) vai ser sujeito a uma última bateria de testes pela FIA, sendo quase certo que vai entrar em pista. O espanhol já garantiu que está pronto para voltar à competição num circuito onde já venceu por três vezes. Depois de terfalhado a primeira corrida por estar a recuperar do acidentesofrido na pré-temporada (e cujos pormenores ainda não são conhecidos), o piloto arranca assim atrasado para a época de regresso à McLaren.

O favorito à vitória é o actual campeãomundial, Lewis Hamilton, que assim repetiria o triunfo do ano passado. Mas, aindaantes de entrar em pista, o inglês deve ver o seu generoso contrato com aMercedes renovado. O vínculo com a escuderia termina no final datemporada e Hamilton assumiu ontem que é provável que onovo acordo seja assinado ainda antes da corrida de domingo (29). O piloto britânico já lideraa tabela individual da F1, depois do triunfo contundente no GP da Austrália, numa demonstração de que a sua supremacia (e a da Mercedes) está paradurar em 2015.

Hamilton pontuou nos oito GP da Malásia em que participou,sendo que apenas foi primeiro no ano passado. Nesta edição tem como principais concorrentes os dois alemães que o acompanharam no pódio de 2014: o colega Nico Rosberg (Mercedes) e Sebastian Vettel (Ferrari) - que também já festejou em Sepang por três ocasiões. 

As previsões meteorológicas indicam que esta corrida deve disputar-se sob chuva e trovoada (oportunidade para aferir o desempenho dos novos pneus de chuva da Pirelli), condições que levaram à interrupção da prova na edição de 2009.

Ainda assim, espera-se que este GP seja menosatribulado do que o da Austrália, onde apenas 15 dos 20 carros estiveramna grelha de partida, sendo que só 11 conseguiram terminar a prova. Os carros da Marussia não rodaram em Melbourne mas já devem entrar para as contas. Valtteri Bottas (Williams) também está recuperado de um problema nas costas, originado pordeficiências na projecção do assento do veículo.

Já a Red Bull parece ver-se livre de menosum problema, ao identificar um defeito relacionado com o sobreaquecimentodo óleo, que terá levado à quebra da caixa de velocidades de Daniil Kvyat ainda no aquecimento para a primeira corrida. 

Destaque ainda para a confirmação de quenão vai haver GP da Alemanha, previsto para 19 de Julho, o que não acontece desde 1960. A FIA não conseguiuchegar a acordo com os responsáveis pelas pistas de Nürburgring e Hockenheim e, apesar do esforço adicional da Mercedes para manter a prova, haverá uma pausa de três semanas entre o GPbritânico (5 de Julho) e o GP da Hungria (27 Julho).

Não se sabe quando é que esta prova vai voltar ao calendário da F1, apesar de este ser um excelente momento para os alemães na modalidade.

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