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A duas semanas do início de mais uma temporada da Fórmula 1, a Lotus confirmou a contratação de Carmen Jordá para piloto de testes. A espanhola vai, assim, integrar a equipa de desenvolvimento da britânica Lotus, que inclui, como corredores principais, o francês Romain Grosjean e o venezuelano Pastor Maldonado. Ao lado de Jolyon Palmer e Charles Pic, colegas da equipa de desenvolvimento, o trabalho da piloto vai concentrar-se nos simuladores da Lotus. Contudo, a equipa já confirmou que Jordá vai também pilotar o novo carro de Fórmula 1 da turma britânica, o E23 Hybrid, em algumas pistas, durante a temporada de 2015.

Natural de Alicante e filha do antigo piloto José Miguel Jordá, aos 26 anos de idade, a espanhola não esconde a sua felicidade. "Corro desde que tinha 10 anos, então era um sonho meu pilotar um carro de Fórmula 1 desde que era muito jovem.

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Juntar-me à equipa de Fórmula 1 da Lotus é um grande passo em direção ao meu sonho. Vou trabalhar para melhorar enquanto piloto, bem como para ajudar a equipa a desenvolver o carro ao testar os novos desenvolvimentos no simulador", declarou a Jordá à BBC.

Apesar da Fórmula 1 ser um desporto tradicionalmente masculino, Jordá não será a única mulher a pilotar os carros de alta velocidade. A escocesa Susie Wolff, que se estreou no ano passado como piloto de treinos, continuará como membro da equipa de desenvolvimento da Williams Martini Racing, que terá como pilotos principais o brasileiro Felipe Massa e o finlandês Vallteri Bottas.

Na história da Fórmula 1 passaram pelo volante apenas sete mulheres. Maria Teresa Filipis foi a primeira piloto do sexo feminino, em 1958, tendo alcançado um décimo lugar na sua melhor prestação.

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Só quinze anos depois se veria uma nova mulher no desporto, a italiana Lella Lombardi, que conseguiu um honroso sexto lugar no Grande Prémio de Espanha de 1975. Foi a única piloto do sexo feminino a conseguir pontuar na competição. Em 1976, foi a vez de Divina Galica participar nas sessões de qualificação, em 1980 a de Desiré Wilson, e em 1992 a de Giovanna Amanti. Foi preciso esperar vinte e dois anos para que uma nova mulher entrasse no horizonte da Fórmula 1, a escocesa já referida, Susie Wolff, que é, desde a temporada de 2014, piloto de testes da Williams.