À entrada da antiga mina de calcário de Köbányana dois portugueses, Armando Ribeiro e Pedro Santos, confirmam aquilo que os trouxe a Budapeste: um spot de mergulho técnico em águas frias e límpidas nas galerias inundadas situadas nas margens do Danúbio. A principal motivação para que estes dois portugueses decidissem tentar este desafio deveu-se ao facto de ser um ambiente completamente diferente que exige cuidados redobrados e muita adrenalina. Neste ambiente, o desafio é muito maior visto que, para além de terem de contratar alguém que conheça bem o local para os levar ao sítio exato do mergulho, os dois mergulhadores enfrentarão o desafio de ter de regressar à superfície pelo local onde mergulharão, o que aumenta o perigo, visto que não poderão regressar assim que o desejarem.

Publicidade

Estas galerias que contam com trinta quilómetros, e que estão parcialmente inundadas, tornaram-se, nos últimos anos, num dos principais atrativos para os mergulhadores experientes de todo o mundo. A gruta, por se localizar debaixo de Budapeste, tem uma vista privilegiada para os que ousam mergulhar neste local.

O parlamento, o castelo, a cidadela e centenas de edifícios históricos de Budapeste foram construídos com a pedra extraída de Köbánya. A cervejaria construída, depois, no local da mina desativada usou a água límpida das galerias para a cerveja.

Na segunda guerra mundial, os túneis, ainda não inundados, serviram de esconderijo à resistência anti-nazi.

A galeria, com cerca de trezentos metros de cumprimentos, é um verdadeiro museu, onde os mergulhadores têm o privilégio de poder apreciar as maravilhas que lá se encontram à medida que vão percorrendo a mina.

De Köbánya, Armando e Pedro trouxeram recordações únicas que fazem agora questão de partilhar, entre elas os extensos relatos do que viram durante as suas longas horas de mergulho.

Publicidade
Os melhores vídeos do dia

Ambos fazem questão de relembrar a grande escadaria que se situa no centro da galeria e que, na opinião destes, torna a descoberta ainda mais misteriosa.