Em dia de Liga dos Campeões, Académico de Viseu e FC Porto B deram um verdadeiro espectáculo digno de outros escalões e, principalmente, de outros dias da semana. Numa partida que acabou como começou, sem golos, destacou-se a todos os níveis Raul Gudiño. O guarda-redes mexicano dos portistas defendeu tudo e mais alguma coisa. Os viseenses foram claramente melhores mas pecaram na finalização. Mesmo com menos uma unidade nos últimos 15 minutos, o golo esteve sempre mais perto para os da casa.

Foi claramente um dos melhores jogos desta temporada da Segunda Liga portuguesa. Apesar de distanciados por 10 pontos, Académico e FC Porto B protagonizaram uma partida muito disputada e em que o suspense perdurou até ao último segundo.

Com os academistas ainda a precisar de pontos para garantir a manutenção, foi um conjunto atrevido e mandão aquele que se mostrou no relvado do Fontelo. Novamente com o trio móvel no ataque composto por Luisinho, Tiago Almeida e Tiago Borges, desde cedo os viseenses mostraram o que queriam mas esbarraram sempre numa muralha chamada Gudiño.

Na retina fica a espectacular defesa com a cara (!) aos 17 minutos a remate de Tiago Almeida. Depois destes lances outros se avolumaram com a turma de Ricardo Chéu a "cheirar" por muitas vezes o golo, mas sempre com o mexicano a revelar-se insuperável. Do lado dos portistas, Luís Castro apostou em André Silva no eixo do ataque com Roniel e Frederic nas alas, e foi deste a única ocasião digna desse nome em todo o jogo com um remate de fora da área a que o estreante Ruca defendeu com uma sapatada para canto.

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Com 0-0 ao intervalo que prejudicava claramente o Académico mas também o espectáculo em si que merecia golos, a segunda parte trouxe o mesmo filme e onde, uma vez mais, os viseenses chegaram a "meter no bolso" os azuis e brancos por várias ocasiões. Com André Sousa no comando das operações, ora com passes de meia distância teleguiados ora com combinações com os homens da frente, os da casa voltaram a não conseguir ultrapassar o guarda-redes portista que parecia estar sempre no caminho da bola.

Nota negativa apenas para o árbitro Jorge Ferreira que chamou para si protagonismo desnecessário quando num curto espaço de tempo perdoou o segundo cartão amarelo e consequente vermelho a Zé António e depois expulsou Tiago Gonçalves por palavras. No entanto, e mesmo com 10 unidades nos derradeiros 15 minutos, o Académico continuou a carregar no ataque, parecendo mesmo que era o FC Porto que tinha menos um homem em campo.

Num grande jogo de Futebol, faltaram apenas os golos numa partida que acima de tudo confirmou duas coisas. Salvo algum infortúnio, Raul Gudiño ainda vai dar muito que falar no mundo do futebol e o Académico de Viseu a jogar assim podia e devia estar uns lugares mais acima na tabela classificativa. Mas como o que conta são as bolas dentro da baliza, hoje somou apenas um ponto que ainda não garante a permanência.