O Arsenal ficou com o segundo lugar confirmado na Premier League, depois de o Manchester City ter perdido diante do Crystal Palace, por 2-1, nesta segunda-feira, e na sequência da goleada por 4-1 aplicada ao Liverpool. Os "gunners", treinados por Arsène Wenger há 19 anos (!), são, portanto, o principal perseguidor do Chelsea na Premier League, com 63 pontos, a sete da equipa de Mourinho, embora tenham um jogo a mais disputado. Além disso, ostentam mais um ponto do que o Manchester United, terceiro classificado, e mais dois do que o Manchester City, que ocupa a quarta posição.

Neste mês o Arsenal tem dois jogos teoricamente acessíveis, diante de Reading e Burnley, na Premier League e na Taça de Inglaterra, pelo que o grande embate está agendado para 26 de Abril diante do Chelsea, em casa.

Ou seja, Wenger vai estar novamente frente ao português que, nos últimos tempos, teima em não respeitar o francês. "Neste momento, Wenger tem um trabalho de sonho, porque tem estabilidade e tempo para comprar e vender e ainda esperar pelo sucesso... e esperar e esperar. Acho que ele tem o trabalho de sonho", referiu Mourinho, em declarações à Sky Sports, aludindo à falta de títulos de Wenger.

É verdade que Wenger devia ter conquistado mais troféus, mas José Mourinho tem de admitir que, geralmente, Chelsea, Manchester United, Liverpool e Manchester City têm orçamentos muito superiores e, como consequência, capacidade para contratar jogadores que nem sempre estão à disposição dos "gunners".

José Mourinho já conquistou, nesta época, a Taça da Liga mas na Taça de Inglaterra a vantagem pertence a Wenger, uma vez que o Arsenal está nas meias-finais, enquanto que a equipa do português foi eliminada pelo Bradford, formação que disputa a III Divisão inglesa.

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Na Liga dos Campeões Europeus, há um empate, pois ambas as formações foram afastadas nos oitavos-de-final.

Ciclo de ouro

O Arsenal é protagonista, actualmente, de um ciclo de ouro, onde sobressaem sete vitórias consecutivas e, além do Liverpool, derrotou equipas como Manchester United e Monaco, embora o triunfo diante da equipa de Leonardo Jardim não tenha sido suficiente para garantir a continuidade na Champions.