Grande emoção no Crucible Theatre, em Sheffield, com a consagração de Stuart Bigham como campeão do Mundo de Snooker, após excelente vitória sobre Shaun Murphy por 18-15, contrariando, novamente, o favoritismo que todos atribuíam ao seu oponente. "Ball-run" Bingham foi capaz de aproveitar a oportunidade, que o próprio considerou única, de se sagrar campeão do Mundo, aos 38 anos de idade, depois de mais de 20 anos de carreira, com mais pontos baixos do que altos.

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A sua dedicação e profissionalismo têm sido amplamente elogiados e a sua vitória valeu-lhe nova legião de fãs pela capacidade de luta e determinação.

A segunda sessão desta final não poderia iniciar-se de forma mais diferente que as anteriores, com Stuart Bingham a dar continuidade à recuperação (esteve a perder por 8-4), ganhando os primeiros 4 frames (4-87, 40-68, 0-112 e 23-85) e cavando uma vantagem de 9-12, que ninguém ousaria adivinhar.

A jogar a um nível superior tentou, no vigésimo frame, o break máximo (147 pontos), mas a última vermelha não entrou e o feito mantém-se inatingível em jogos do Campeonato do Mundo. No entanto, os 112 pontos averbados pelo "Ball-run" assinalaram um momento histórico já que permitiram bater o recorde de breaks centenários numa edição do Campeonato do Mundo (estava em 83 desde 2009 e, após esta final, ascende a 85).

Shaun Murphy teve muito poucas oportunidades de reagir, dado que Bingham jogou de forma quase perfeita, e o que conseguiu foi apenas manter a diferença no fim da sessão, que terminou com 11-14.

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O resultado parcial de 2-6 deixou Stuart Bingham a apenas quatro frames da concretização do seu grande sonho.

A sessão da noite, com os decisivos 10 frames finais, começou equilibrada, com uma vitória para cada lado (73-6 para Murphy e 6-102 para Bingham) e no vigésimo oitavo teve um momento importante quando Stuart Bingham perdeu a oportunidade de fazer o 12-16, falhando uma bola preta relativamente fácil e permitindo ao adversário reduzir para 13-15. Shaun Murphy ganhou confiança e conquistou mais dois frames (68-29 e 76-0), empatando o encontro a 15 e relançando a sua candidatura à reconquista do título que venceu em 2005.

Parecia que o favorito estava novamente em vantagem.

No trigésimo primeiro frame, o jogo entrou numa nova fase com os jogadores mais preocupados em defender, evitando dar hipóteses ao adversário. Daí termos assistido a um frame com duração superior a 1 hora, no qual Stuart Bingham demonstrou mestria a "esconder" a bola branca, obrigando Murphy a 10 faltas que lhe renderam 42 dos 80 pontos que somou. Um falhanço numa bola amarela, aparentemente fácil, desmoralizou o "Magician" que não conseguiu dar resposta nos frames seguintes (3-68 e 1-88), com que o experiente Stuart Bingham encerrou o Campeonato do Mundo de Snooker, fixando o resultado em 15-18.

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Nada se poderá apontar a esta vitória do "Ball-run" Bingham que defrontou, e eliminou, alguns dos principais favoritos e demonstrou enorme combatividade e um snooker de elevadíssima qualidade. Depois de eliminar Ronnie O'Sullivan e Judd Trump, Stuart Bingham venceu Shaun Murphy e alcança o estatuto que sempre procurou, na sua longa carreira como profissional de snooker.

Glória ao vencedor, honra ao vencido e um agradecimento especial, a todos os participantes, pelos excelentes espectáculos que proporcionaram.

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