Advertisement
Advertisement

Roger Federer e Novak Djokovic têm demonstrações de admiração mútua constantes perante a imprensa e trocam abraços amigáveis, à rede, no final dos encontros. Apesar de gladiarem em "court", fora dele aparentam ser bons amigos. Pois bem, fique a saber que os líderes do ranking mundial de Ténis não vão à bola um com o outro. Quem o afirma é o treinador do sérvio Djokovic, o também ex-número um mundial, Boris Becker: "Federer e Djokovic não gostam particularmente um do outro".

Se é admirador ou apenas apreciador de ténis, já deve ter estranhado a amizade que emerge entre os tenistas. Raras vezes se vêem tenistas a discutirem e a evitarem cumprimentos no final dos encontros (mas também acontece).

Advertisement

Pelo contrário, no final das partidas, saudações muito amigáveis. Demasiado amigáveis, para o gosto de Boris Becker, que estranha esta atitude "politicamente correcta", e que a seu ver é falsa.

No circuito feminino, por exemplo, Maria Sharapova já disse "não ter amigas no ténis", considerando que seria difícil ser amiga de uma tenista e depois tentar vencê-la. No entanto, entre as mulheres há mais excepções. Serena Williams e Caroline Wozniacki são melhores amigas, por exemplo e até fazem férias juntas. Mas, é no circuito masculino que o "top" fica composto por aparentes bons amigos.

Federer, Nadal, Djokovic e Murray batem-se pela liderança do ranking mundial e pelos maiores títulos do circuito, mas no final do encontro abraçam-se como bons amigos. Na retina, está ainda o caloroso abraço entre Novak Djokovic e o campeão de Roland Garros, 2015, Stanislas Wawrinka. Depois de um encontro longo e emotivo, comportamento muito desportivo à rede.

"Há um desportivismo no nosso desporto [ténis], talvez só equiparado no golfe", disse Becker antes de se debruçar sobre Roger Federer, um dos desportistas mais adorados no mundo.

Advertisement
Os melhores vídeos do dia

"A razão pela qual o Roger é um dos atletas mais bem pagos de sempre, é porque é adorado por todos. Mas pensem nisto: tu não podes ser adorado por todos. Ele ganha bom dinheiro à custa dessa imagem, mas ganharia menos se mostrasse um pouco mais dos seus verdadeiros sentimentos?", pergunta Boris Becker, antigo tenista, sempre muito controverso.

O agora treinador alemão considera que o ténis se tornou muito correcto e culpa Federer por "obrigar" os outros tenistas a serem bonzinhos, como ele. Becker acredita que a nova geração possa ter mais tenistas a discutirem não sozinhos ou com os treinadores na bancada, como Andy Murray (ou João Sousa), mas com o adversário do outro lado da rede. E espera que no futuro homens como Fabio Fognini sejam "a regra e não a excepção".

Concorda com Boris Becker? Ou é daqueles que se emociona com um abraço e uma saudação amigável no desporto?