A história de Leo Messi é uma das mais emocionantes do desporto mundial. O menino que nasceu com o dom mas que não conseguia crescer ao ritmo dos colegas. Por isso, e apesar de todo os seu talento para o futebol, ele foi ficando para trás, até que o Barcelona, no outro lado do mundo, lhe abriu as portas aos 13 anos. Depois, é a história de sucesso e de reconhecimento que se conhece. No entanto, antes do Barcelona, houve uma equipa que disse 'Não' a Messi, mesmo depois de ele ter marcado 12 golos no treino de apresentação. Foi o River Plate a fechar a porta ao pequeno Messi, de 13 anos, o momento que poderia ter mudado a história de 'La Pulga' para sempre, como relembrou o treinador Eduardo Abrahamian ao jornal Goal.

Messi podia ter ido para o River Plate

Foi no ano 2000 que família e amigos de Messi perceberam o inadiável. O que sobrava em talento ao craque, faltava no crescimento. Messi não crescia e não havia como pagar os tratamentos. Foi aí que tentaram bater à porta de um dos maiores clubes da Argentina, o River Plate, um episódio agora recordado por Eduardo Abrahamian, que na altura treinava a equipa e que tentou que o clube aceitasse fazer um esforço pelo pequeno Messi.

Eduardo Abrahamian conta que ficou imediatamente impressionado assim que viu Messi a tocar na bola pela primeira vez. "Ele era mais pequeno, mas isso não importava. Vimos a qualidade técnica e ficamos impressionados", garantiu o então treinador do River Plate.

Nesse dia, em que Messi tentou impressionar o River Plate, o jogador marcou 12 golos.

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Impressionante, mas não o suficiente para convencer o clube argentino. O problema não seria a parte desportiva, mas sim as exigências da família do pequeno craque.

Treinador ficou impressionado com Messi

Ao treinador ficou a missão de tentar convencer os diretores do clube de que poderia estar ali a próxima estrela do futebol mundial, mas os seus argumentos não encontraram a aceitação do outro lado. "Chamei o diretor e disse-lhe que tinha de ver o Messi porque ele era incrível: a qualidade técnica, velocidade, a forma como encontrava espaços para os outros jogadores", relembrou Eduardo Abrahamian, que queria muito que o jogador ficasse no clube.

"Eu queria-o muito. Um jogador como o Leo Messi não aparece todos os dias. Ele fez a diferença, foi excecional, jogou com alegria, frescura", contou o treinador.

A exigência da família Messi

No entanto, a intenção de Eduardo esbarrou numa exigência do lado de Messi. O River Plate precisava de uma casa para que Messi pudesse levar a sua família para lá, uma exigência que o clube não pode satisfazer.

Eduardo ainda tentou explicar que poderiam estar perante uma estrela, mas os diretores não avançaram com o esforço financeiro, acreditando que não faltavam jogadores promissores entre os mais jovens do River Plate. "Na minha opinião, não se pode perder um Messi assim, mas eles disseram-me que já tínhamos alguns miúdos bons e que esse Leo podia ir para casa", revelou o treinador ao Goal, sobre o dia que poderia ter mudado a história de Messi para sempre.

Depois, apareceu o Barcelona, que não só ofereceu casa à família Messi como também se ofereceu para pagar os tratamentos de crescimento, que teriam ajudado o pequeno craque a tornar-se ainda melhor. Para trás, fica certamente o arrependimento dos diretores do River Plate, pelo dia em que disseram 'Não' a um dos melhores da história do futebol.