No livro "Nothing is Real", que em português pode traduzir-se como 'nada é real', o jornalista David Hepworth debita sobre talentos que foram subestimados, ou seja, que não foram valorizados como mereceriam. O maior exemplo é o da banda musical inglesa The Beatles e é com base nessas comparações e também de um documentário sobre o Barcelona e das estatísticas, que o jornalista Sean Ingle, do The Guardian, explica que Leo Messi é subestimado. Apesar de tudo o que já ganhou, todos os prémios, Bolas de Ouro, campeonatos, recordes de golos, Messi é tomado por garantido e, por isso, não é tão valorizado, na opinião do jornalista.

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A explicação de Xavi Hernández

Sean Ingle recorre ao documentário "Take The Ball, Pass The Ball", que é sobre como o Barcelona se tornou a melhor equipa do mundo, com Pep Guardiola, para validar as suas opiniões.

No documentário, o antigo médio do clube, Xavi Hernández, explica bem por que Messi está à frente dos outros jogadores: "Ele é melhor com o pé direito, com o pé esquerdo ou com a cabeça. Ele é melhor a defender e a atacar. Ele é mais rápido, melhor no drible, melhor no passe".

Durante o seu relato , Xavi chega mesmo a encolher os ombros e ficar em silêncio, como se não soubesse mais como descrever o seu amigo. "Ainda não experimentaram pô-lo a guarda-redes, mas cuidado se ele tenta isso também", concluiu Xavi, entre risos.

Eto'o previu o génio de Messi

O talento de Messi começou a dar muito cedo nas vistas. O jogador começou a brilhar muito cedo na formação do Barcelona e a sua fama chegou rapidamente à equipa principal, onde craques como Ronaldinho Gaúcho e Eto'o já sabiam o que estava para vir, no futuro do clube blaugrana.

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No documentário "Take The Ball, Pass The Ball", Samuel Eto'o relembra que avisou Patrick Vieira, antes do jogo pelo troféu Gamper de 2005, que ele ia enfrentar um miúdo que iria mudar a história no futebol. Eto'o contou que sabia que Messi iria fazer com que todos os outros jogadores sentissem que jogavam uma modalidade diferente da dele.

Números de Messi superiores a todos

Não é só de previsões e de elogios que se fala da carreira de Messi. Esta pode e deve ser analisada pelos números e, também aí, Messi parece estar um patamar acima dos outros. De acordo com Omar Chaudhuri, da consultoria 21st Club, Messi tem uma média de 1,44 golos e uma assistência a cada 90 minutos no campeonato espanhol desde a temporada 2009/10. Esta estatística é ainda mais impressionante, porque não inclui as grandes penalidades.

Quanto a comparações, as estatísticas indicam que Cristiano Ronaldo, no mesmo período temporal, é o segundo melhor, com uma média de 1.21 golos por jogo nos campeonatos de Espanha e Itália.

Luis Suárez é terceiro (1.12), Zlatan Ibrahimovic quarto (0.98) e Neymar (0.97) fecha o top 5.

Não fica por aqui a superioridade de Messi, que marcou ou criou 46% dos golos do Barcelona na La Liga nos últimos dez anos – excluindo as grandes penalidades, que tornariam esse número ainda mais impressionante.

Estas estatísticas não só explicam a capacidade goleadora de Messi, como também a sua longevidade, de se manter por tanto tempo no topo na última década (excluindo penalidades). Isso tanto na produção inacreditável de objetivos de Messi quanto para sua longevidade e capacidade de manter a forma.

Messi também é o melhor no passe

Messi é, então, o melhor nos golos, nas assistências e também no passe. De acordo com a Opta, com dados desde 2008, nenhum jogador de posições avançadas conseguiu uma taxa de sucesso tão elevada como Leo Messi.

Novamente, Xavi, no documentário 'Take The Ball, Pass The Ball', explica o fenómeno: "Messi é imparável. Tem um talento natural que é dado apenas aos escolhidos. Talvez daqui a 20 ou 30 anos haja outro. Mas agora só existe o Messi".