Arrancou no dia 16 de Dezembro a temporada da apanha da pinha do pinheiro manso, época 2014/2015. A apanha apenas é permitida a partir de 16 de Dezembro e prolonga-se até Abril. Em causa está o facto da pinha mansa ser proibida nessa altura, por estar em defeso para a devida maturação do pinhão. O negócio do pinhão é um dos setores agrícolas que move milhões, pois o seu preço ronda atualmente os 94 euros o quilo de pinhão descascado, sendo por isso um dos setores com muita importância para a nossa economia.

O pinhão é assim como que o ouro da agricultura, pois tem um grande valor económico. A apanha da pinha é uma arte que envolve alguma perícia, onde homens e mulheres com a ajuda de varas em inox, e um gancho na ponta, derrubam as pinhas, que depois são apanhadas e transportadas para serem abertas.

Existem duas formas de extrair o pinhão da pinha, quer através do processo natural de abertura, onde as pinhas são colocadas em eiras para abrirem ao sol, quer através do processo de secagem a altas temperaturas para que a pinha abra mais rapidamente e liberte o pinhão.

No fim de aberta a pinha, o pinhão em casca ainda tem que sofrer mais uma etapa que é o descasque, lavagem e por último embalado, até chegar à mesa do consumidor. Todo este processo desde a apanha até ao embalamento é muito moroso e requer muita mão-de-obra, daí também o elevado preço a que é comercializado. Devido ao seu preço e fácil captura, surgem muitos Negócios paralelos com esta atividade, que ano após ano regista um aumento significativo de furtos deste fruto seco, quando este ainda se encontra nas árvores, para ser depois vendido.

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O fenómeno já está a comprometer a qualidade do produto para efeitos de exportação, numa altura em que o exterior consome 80% da produção nacional, sendo Itália o principal cliente. Isto porque os donos dos pinhais começaram a colher as pinhas antes de tempo, para tentarem evitar que sejam roubadas, não permitindo o seu completo amadurecimento. Esta situação também não ajuda no preço.