Na lista de países com contas mais recheadas no banco britânico HSBC, Portugal está na posição quarenta e cinco. Em apenas dois anos (entre 2006 e 2007), 85,5 milhões de euros foram dissimulados em paraísos fiscais, com a cumplicidade do banco HSBC. A investigação começou em 2008, depois das denúncias de um informático, ex-trabalhador do HSBC, em Genebra. O jornal “Le Monde” teve acesso a uma parte dos documentos e partilhou-os com o grupo internacional de jornalistas de investigação.

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No total, foram analisados mais de sessenta mil ficheiros, alguns deles provando que a filial na Suiça ajudou a esconder o dinheiro e a fugir aos impostos.  Segundo informações do ICIJ, de um total de 778 contas bancárias, sabe-se que mais de 530 foram abertas até 2006 e que, de um universo de 611 clientes com ligações a Portugal, 36% têm passaporte português.

O banco aconselhou mais de cem mil clientes a contornar as autoridades fiscais. Pelo que foi apurado, o perfil dos detentores das contas é variado, sendo que para alguns, a origem dos fundos provém de uma atividade criminal, como por exemplo tráfico de droga, tráfico de armas ou de objetos valiosos.

HSBC é o novo caso de fraude fiscal.
HSBC é o novo caso de fraude fiscal.

Pelo que foi apurado, os trabalhadores deste banco sugeriram algumas medidas a que os clientes poderiam recorrer por forma a fugir ao pagamento dos impostos nos seus países.

O grupo de jornalistas divulgou ainda uma lista de sessenta e um clientes, onde consta o rei de Marrocos e o rei da Jordânia, os desportistas Fernando Alonso e Valentino Rossi. O Diretor-Geral do banco em Genebra já reconheceu as falhas, num comunicado que enviou à France Press.

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De acordo com Franco Morra, o Director Geral, em 2008 o HSBC realizou uma transformação radical com o intuito de impedir que os seus serviços fossem utilizados para lavagem de dinheiro ou defraudar o fisco. Swissleaks foi o nome atribuído a todo este caso.

A informação divulgada diz respeito a contas no valor de cem mil milhões de dólares, sendo que países como a Suíça, o Reino Unido, a Venezuela, os Estados Unidos e a França estão no topo da lista.

O banco dá como garantido aos clientes que nunca revelaria informações às autoridades fiscais. O britânico HSBC é o segundo maior grupo bancário do mundo.

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