Pedro Costa e Elizabete Azevedo são os administradores do GNB (Gestão de Ativos do Novo Banco) e eram também administradores da ESAF Espírito Santo fundo de pensões S.A. Na manhã do passado sábado, dia 7, garantiram aos dois mil e quinhentos militares da GNR que o fundo de pensões, investidos em 1998 no Banco Espírito Santo, não estão perdidos. Na reunião que os administradores da GNB do novo banco tiveram com a Associação Nacional de Guardas, nas instalações de um sindicato da PSP, foram dadas garantias de que o fundo de pensões dos militares da GNR, investidos numa empresa do ex-BES, estão seguros e garantidos, independentemente do futuro do novo banco.

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André Oliveira da Associação Nacional Autónoma de Guardas (ANAG) da GNR, em entrevista, refere que o administrador do Novo Banco deu a informação de que existe o fundo de pensões e que não há qualquer problema com o mesmo. Este fundo é gerido por uma gestão autónoma, não tendo relação com o novo banco, esclarece Oliveira. Informa ainda que a ANAG solicitou, por escrito, a estabilidade do fundo e, a existir a venda do banco novo, para a próxima entidade, a lei prevê que o comprador assuma, na totalidade, estas aplicações financeiras num valor de cerca de cento e trinta e dois milhões de euros.

Novo Banco diz que pensões não estão em risco
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Contudo, ainda não se sabe nada relativamente ao montante que representa o investimento feito pelos militares.

A Associação Nacional de Guardas também recebeu garantias de que os militares da GNR podem, por si, pedir o resgate deste fundo de pensões. A lei não permite pedir o resgate do montante total, permite sim fazer a transferência destes fundos de pensões para outra entidade bancária, existindo uma penalização ao nível dos custos que não era, conforme foi dito, à data de 2,5% mas sim 1,5%.

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Parece que se chegou a bom porto, visto que a ANAG diz estar satisfeita com as decisões saídas desta reunião, e os dois mil e quinhentos militares da GNR respiram agora de alívio depois de receberem garantias de que não estão na lista de lesados dos clientes do antigo grupo Espírito Santo.

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