Serviços mínimos garantidos
Na sequência da convocação de serviços mínimos em tribunal arbitral, as carreiras que vão estar em funcionamento a 50% são:
- Carreira 703 (Charneca do Lumiar - bairro de Santa Cruz);
- Carreira 751 (Linda-a-Velha - estação de Campolide);
- Transporte exclusivo de pessoas com mobilidade reduzida.
Segundo a porta-voz da Transportes de Lisboa (que engloba a Carris, Metro e grupo Transtejo), a rede de ascensores e o elevador de Santa Justa estiveram em pleno funcionamento.
Os trabalhadores realizaram um plenário durante a manhã desta sexta, 10 de abril, na estação de Santo Amaro, onde se localiza oficialmente a sede da Carris. Segundo as palavras de Manuel Leal, os números registados de adesão à greve são o espelho de "uma grande greve contra os objetivos de privatização da empresa através a figura da subconcessão".
Saliente-se ainda que esta paralisação foi convocada pelo Sindicato dos Trabalhadores dos Transportes e teve o apoio de três outros sindicatos, segundo o que foi afirmado pela Federação dos Sindicatos dos Transportes e Comunicações.
Greve na Carris prejudica utentes
Apesar de ser um direito constitucional, os utentes não deixam de lado as críticas e sentem-se enganados. Muitos não conseguiram chegar a horas ao trabalho ou à formação e garantem não ter outra alternativa, nomeadamente os que têm menos possibilidades económicas, que são os mais atingidos. "Os passes estão pagos, por isso a empresa não tem nada a perder com a paralisação", afirmam os utentes.