106euros, é este o montante que cada português se arrisca a perder caso a Grécianão pague os empréstimos ao seus parceiros europeus. Numa lista elaborada porum investigador do “think thank” Bruegel, Portugal não vai ser um dos paísesque mais vai ser afectado pelo incumprimento grego, contudo tal significaria umnovo assalto às carteiras de todos os portugueses, que hoje em dia estão poucocheias. Nos países da Zona Euro mais afectados encontram-se a Alemanha,Luxemburgo e Áustria. Em contrapartida, Irlanda e Portugal vão ser os menosprejudicados caso a Grécia decida não pagar.

Mais doque o seu destino na Zona Euro, a Grécia joga com a economia de vários paíseseuropeus, principalmente os da Europa do Sul.

Caso a Gréciadecida deixar de pagar os seus empréstimos, no valor aproximado de 200 milmilhões de euros, a saída da moeda única é o próximo passo e Portugal seria umdos principais afectados, visto que o valor do Euro começaria a ser fortementequestionado.

Comefeitos mais imediatos, se a Grécia não começar a pagar os seus empréstimos eobrigações, cada português vai perder cerca de 106 euros, um montante quecomeça a pesar, dada a situação de grave crise que o país ainda atravessa. GrégoryClaeys foi o autor da lista que avalia o impacto estratosférico de uma Grécia incumpridoraperante os seus parceiros na Zona Euro. Em média, cada europeu terá de pagar608 euros, no pior dos cenários, sendo que Luxemburgo (1013) e a Alemanha (684)terão os cidadãos mais afectados pelo incumprimento.

Nestemomento, a Grécia, depois do seu referendo, está em novas negociações para oterceiro resgate com os credores, com o principal objectivo de evitar um cenáriocatastrófico para milhões de europeus, que sofreriam na pele uma Grécia poucoempenhada em cumprir com as suas obrigações. No pior dos cenários, segundo oinvestigador, com a saída definitiva da Grécia do Euro, Portugal iria ser umdos países que mais sofreria, pois para além da perda de 106 euros por habitanteteria que comprovar ao mundo que o Euro continua a ser irreversível e teria que“pagar por esse mesmo risco”, traduzido na eventual subida dos juros da emissão de dívida soberana.

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