A comunidade portuguesa em Macau angariou aproximadamente meio milhão de euros para ajudar Portugal no combate à pandemia covid-19, doença provocada pelo vírus Sars-Cov-2 da familia dos coronavírus. O nosso país está sob estado de emergência desde 19 de Março e o número de infectados pelo vírus Sars-Cov-2 em Portugal continua a subir, ultrapassando já os 16.900 casos e registando-se 535 mortes.

Este vírus foi detectado, segundo versões oficiais, pela primeira vez na China e já causou milhares de mortes por todo o mundo. Rotinas alteradas, escolas e maior parte dos estabelecimentos fechados, isolamento social, medo, incertezas, mortes, são alguns dos efeitos desta pandemia nas nossas vidas.

Iniciativa e objectivos

Os responsáveis pela iniciativa de angariação de fundos foram várias entidades e personalidades da comunidade portuguesa em Macau, de entre as quais consta a Sociedade de Turismo e diversões de Macau (que doou cerca de 120 mil euros) e a Santa Casa da Misericórdia de Macau (que fez um donativo de aproximadamente 60 mil euros). O objetivo foi angariar dinheiro para a compra de material de proteção para os profissionais de saúde que estão na linha da frente na luta contra a covid-19 em Portugal e garantir um maior número de testes de rastreio disponíveis.

Ao longo de cerca de duas semanas foram recolhidas, segundo Carlos Álvares, presidente do Banco Nacional Ultramarino (BNU), cerca de 4.661.377,70 patacas, ou seja, aproximadamente 530 mil euros.

Estiveram envolvidas na iniciativa quase duas dezenas de entidades e personalidades ligadas à comunidade lusa daquele ex-território português.

Novo coronavírus em Macau

Desde o início do surto Macau registou cerca de 45 infetados pelo vírus. As medidas de prevenção começaram logo em Janeiro devido à proximidade do território com as outras regiões da China.

Por recomendação do estado os cidadãos apenas saíam de casa para as actividades essenciais e usavam máscara. Inicialmente, tinham sido registados apenas 10 casos e durante 40 dias nenhum novo caso surgira.

No entanto, novos casos apareceram levando as autoridades a reforçarem as medidas de prevenção com restrições nas suas fronteiras e quarentena obrigatória de 14 dias para os poucos que sejam autorizados a entrar no território.

Foi proibida a entrada de trabalhadores não residentes com excepção para cidadãos do Taiwan, Hong Kong e China Continental.

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