"Muitos estudantes têm contactado a DGES e a resposta tem sido recursivamente a mesma, ou seja, as verbas não foram suficientes para pagar a todos os estudantes, e não há data prevista para pagamentos", indicou o líder da AAUM.
Segundo foi possível apurar, a situação, só na Universidade do Minho, afeta centenas de alunos, facto este que, segundo Carlos Videira, "prejudica e tem criado graves problemas aos estudantes". "Porque é de todo impossível ter um cheque no bolso, que é a sua bolsa de estudo, e este não ter valor bancário, porque não o pagam", critica.
Esta não é a primeira vez neste ano letivo que o problema bate às portas da DGES. Depois do bloqueio da plataforma de gestão do processo das bolsas de estudo, que durou semanas e que ainda não teve resolução definitiva, existem ainda milhares de documentos inválidos na plataforma de bolsas de estudo.
"Esta situação levou ao atraso da análise de milhares de processos de bolsas de estudo a nível nacional. O Estado, através da DGES, falta aos compromissos que tem perante estudantes carenciados", apontou Carlos Videira.
A Associação Académica da Universidade do Minho condenou, veementemente, esta situação e recorda o compromisso assumido pelo Primeiro-ministro, Passos Coelho, no passado dia 24 de março, em Braga.