Nesta tarde de quarta-feira, 16 de Setembro, António Galvão, operador de câmara da TVI, foi assistido por refugiados depois de a polícia húngara ter lançado gás pimenta, na fronteira da Hungria com a Sérvia. O apoio dado pelos migrantes foi revelado no Twitter por Pedro Moreira, também ao serviço da estação de Queluz. Além do gás pimenta, a polícia da Hungria utilizou gás lacrimogéneo e canhões de água para afastar os migrantes, considerados agressivos, num ambiente cada vez mais tenso.

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Apesar de tudo, António Galvão não sofreu quaisquer ferimentos, perspectivando-se que possa continuar a sua actividade profissional nas próximas horas.

Segundo descreveu a BBC, a polícia optou por tentar acalmar os refugiados depois de ter sido atingida com garrafas de plástico. Esta não é a primeira vez que um jornalista se torna protagonista num dos acontecimentos ocorridos naquela zona do leste europeu: Petra Lazlo, repórter da N1 TV, pontapeou e rasteirou refugiados, entre os quais um homem com uma criança ao colo, como se constatou através das imagens que se tornaram virais, acabando por ser despedida.

Refugiados auxiliam repórter da TVI
Refugiados auxiliam repórter da TVI

Mais tarde, a jornalista lamentou o sucedido, alegando que se tinha assustado perante a fuga dos migrantes, e salientando também que estava em pânico.

Croácia no horizonte

A Croácia tornou-se, entretanto, no novo destino dos refugiados, devido às dificuldades impostas pelas autoridades húngaras. Recorde-se que o cruzamento da fronteira efectuado por cidadãos armados, ou a danificação da vedação que separa a Hungria da Sérvia, podem ser punidos com penas de prisão: “Acreditamos que 277 refugiados entraram na Croácia através da Sérvia, desde que a Hungria fechou a sua fronteira.

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Mas o número está a aumentar”, referiu o ministro croata do Interior, Ranko Ostojic, citado pela edição online do "Expresso".

Tal como a Hungria, a Croácia não é o destino final dos refugiados sírios, que procuram melhores condições de vida. Mas antes uma forma de tentar chegar a outros países, como a Alemanha, que já prevê receber um milhão de cidadãos.

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