Paris homenageia todas as vitimas dos atentados iniciados a 7 de Janeiro de 2015, quando a redação do semanal satírico Charlie Hebdo foi atacada morrendo12 pessoas. A 8 de Janeiro uma policia municipal é assassinada em Montrouge, e a 9 de Janeiro 9 pessoas morreram numa mercearia judaica.O presidente francês François Hollande vai homenagear as vítimase as forças policiais, nasede da políciae na mercearia judaica Hyper Cacher, para uma cerimónia organizada pelo Conselho Representativo das Instituições Judaicas na França.

Charlie Hebdo: edição especial

Esta quarta-feira espera-se uma verdadeira corrida ás bancas para aedição especialdo Charlie Hebdo, com uma tiragem de quase um milhão de exemplares,distribuída por todo o mundo.Para capa foi escolhido um Deus barbudo,com uma Kalachnikov às costas, a correr sob o título“um ano depois, o assassino continua à solta.” A edição especial terá desenhos dos cartoonistas assassinados há um ano, textos da ministra francesa da cultura e de várias outras personalidades.

Um dos responsáveis do jornal, Eric Portheault, diz que, alémde estarem satisfeitos com a subida súbita de leitores depois dos atentados,receberam milhões de euros em doações e quase 200 mil assinaturas, o que os fez sair de uma quase falência. O responsável do jornal fundado em1970 e que foi elevado a símbolo mundial da liberdade de expressão afirma ainda que se sentem sozinhos, pois ninguém se juntou a elesneste combate, porque é perigoso.

Depois dos atentados, o "número de sobreviventes" que saiu no dia 14 de Janeiro com Maomé na capa e o título “Está tudo perdoado", é a prova que o jornal não pretende mudar de estratégia e nãotem medo de possíveis represálias do Estado Islâmico.

Prova disso é o desenhador Riss, que ficou gravemente ferido, ter assumido a direção do jornal e se tornado seu principal acionista.

Muitos entretanto saíram por medo,mas a equipa, agora com duas dezenas de pessoas, acabou de se mudar para novas instalações, mais seguras e vigiadas, cuja morada é mantida em absoluto segredo. Apesar do perigo sempre presente, Eric afirma que não vão desistireque as vítimas, entre elas alguns amigos,não morreramem vão.

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