Os refugiados que fogem da guerra na Síria e no Iraquee que têm como objectivo atravessar o Mar Egeu para chegar à Grécia, que serve como porta de entrada para o continente europeu, têm ficado presos na cidade de Izmir, no sul de Istambul. Esta situação tem-se verificado devido às medidas de restrição à chegada de novos migrantes, levadasacabo pelos países da União Europeia. Os governos europeus querem travar a entrada dos refugiados. Em 2015 conseguiram entrar na Europa mais de 1 milhão e 500 refugiados, que se dirigiram na sua maioria para a Alemanha.

Segundo o site Terra, centenas de famílias que fugiram da guerra nos seus países de origem encontram-se presas em quartos de hotéis onde já não cabe mais ninguém ou em pequenas casas em condições sub-humanas nos bairros mais pobres da Turquia.

Uma das vítimas da guerra síria fugiu com o marido e os 2 filhos da sua cidade de Qamishli, no norte da Síria, quando a guerra se encontrava num estado tão avançado que os moradores foram forçados a abandonar as suas casas. Chegaram a Izmir de autocarro. Fizeram uma viagem de 1500 quilómetros.

A mulher ainda está na Turquia, mas o seu marido conseguiu chegar à Finlândia há 7 meses, por via de um bote. A família encontra-se separada e não tem dinheiro para se voltar a reunir. O pouco dinheiro que a vítima que está na Turquia tem serve-lhe para pagar o quarto onde vive com os 2 filhos.

Para além de estar separada do marido, a mulhertem um bebé doente, no entanto não tem possibilidades de se dirigir a um hospital para que o seu filho seja operado. Na situação que se encontra, a jovem queria voltar para o seu país, mas não é possível, uma vez que a guerra continua activa.

Os iraquianos e sírios que fogem da guerra gastam muito dinheiro para fazerem a ponte entre a Síria ou o Iraque até à Turquia e depois para apanharem um bote da Turquia até à Grécia de modo a entrarem na Europa. Muitas vezes famílias inteiras ficam a viver num quarto de hotel e sujeitas a todo tipo de perigo, porque não têm dinheiro para sair da Turquia e fazerem a travessia pelo Mar Egeu.

Segundo a mesma fonte, para além de se encontrarem a viver em lugares em condições degradadas, algumas das vítimas enfrentam problemas de saúde devido à guerra.

No entanto, o Estado turco não as ajuda a obter assistência médica, independentemente da posição que ocupavam nos seus países de origem. As pessoas ficam reduzidas ao rótulo de "refugiado".

A União Europeia realizou um acordo com a Turquia, que entrou em vigor no dia 4 de Abril, que estabelece queos refugiados encontrados na Grécia seriam mandados para a Turquia. Em contrapartida o governo turco receberá 3mil milhõesde euros.

Esta medida de restrição serve também para travar os criminosos que prometem realizar a travessia dos refugiados clandestinamente pelo Mar Egeu e pedem em troca quantias altíssimas aos migrantes.

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