Tudo apontava que o FC Porto iria sentir grandes dificuldades em manter a vantagem frente ao Bayern de Munique. Mesmo com a vantagem de dois golos a tarefa parecia difícil, mas não impossível. Mas o pior aconteceu e os Alemães atropelaram autenticamente a equipa Portuguesa, marcando 5 golos em cerca de 25 minutos. O resultado final são números que poucas vezes se vêm neste tipo de competições. Contudo, nesta edição da liga dos campeões o Bayern já conseguiu por duas vezes resultados volumosos: primeiro 7-0 ao Shakhtar e agora 6-1 ao FC Porto.

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Numa noite menos feliz para equipa do FC Porto, e frente a este a Bayern que viveu uma noite de grande inspiração colectiva, pouco ou nada o colectivo português podia fazer. Tacticamente podemos dizer que no primeiro tempo a opção não foi a mais correcta. Uma certa confiança trazida da vitória em casa e o desvalorizar do poder da equipa Alemã, bem como a opção de jogar com uma táctica totalmente defensiva, deu liberdade ao Bayern para poder jogar e pressionar a defensiva do FC Porto.

A falta dos laterais, que viram amarelo na primeira mão, fez-se notar.

Sem laterais as opções caíram sobre dois centrais, que embora sejam bons jogadores não têm a cultura e maneira de jogar de laterais puros. Normalmente os laterais tendem a subir no terreno e a pressionar os adversários, os centrais, por outro lado, tendem a ficar mais fixos na defesa e a aguardar pelos atacantes. Quando o Porto optou por quatro centrais acabou por ficar preso na defesa, obrigando a equipa a conter as investidas. O Bayern, por sua vez, quando sentiu que o Porto jogava com uma equipa estática defensivamente, não sentindo qualquer perigo pela possibilidade da subida dos laterais, não se conteve, pressionando sucessivamente.

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Na segunda metade, com uma táctica mais ofensiva, e também devido à diminuição de ritmo por parte do Bayern, o Porto conseguiu segurar o jogo e não deixar o resultado avolumar-se. A utilização de três centrais aumentou a capacidade defensiva portista, conseguindo, assim, segurar as investidas Alemãs. De relembrar que as equipas que participam na liga dos campeões habitualmente não utilizam tácticas externamente defensivas, como aconteceu com o Porto.