A qualidade de Diego Lopes e Ederson não está em causa, muito pelo contrário, mas a real intenção do Benfica em "resgatá-los" sim. A dupla canarinha do Rio Ave foi esta semana anunciada como muito próxima do regresso a uma casa que bem conhece, no entanto, as possibilidades de terem uma oportunidade no plantel principal é diminuta. Ainda sem se saber quem será o treinador das águias na próxima época, a verdade é que caso se confirme o regresso dos brasileiros de 20 e 21 anos, respectivamente, este acontecerá somente para poderem "contar" com jogadores formados no clube para as competições europeias, abrindo, dessa forma, a porta a outros atletas estrangeiros.

Ederson Moraes foi o primeiro a ser badalado como próximo do regresso à Luz. Contratado em 2009 ao São Paulo directamente para os juniores do Benfica, o guarda-redes, ainda com idade de juvenil, deu, desde cedo, mostras do seu potencial.

No entanto, e após dois anos nos escalões de formação do Caixa Futebol Campus, preferiu sair para jogar. O Ribeirão abriu-lhe a primeira porta que acabou por seguir em 2012 no Rio Ave, onde cumpre a terceira temporada seguida. Com chamadas regulares à selecção sub-23 do Brasil, Ederson é visto como um dos potenciais convocados para os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro em 2016, mas, para que tal seja possível, o keeper precisa de continuar a jogar, algo que regressando ao Benfica, será mais complicado. As necessidades de guarda-redes no plantel principal do Benfica da próxima época são reais. As saídas de Artur Moraes (primo de Ederson) e de Paulo Lopes deixam Júlio César como o único guardião disponível. Uma possível "promoção" de Bruno Varela também está em cima da mesa, mas o também produto da formação das águias quer "rodar" no clube da Primeira Liga, depois de somar mais de 60 jogos nos "Bês".

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Diego Lopes tem uma história parecida com a de Ederson. Contratado pelos encarnados com apenas 14 anos, o esquerdino veio do Palmeiras, em 2008, para o Seixal. Com uma qualidade acima da média, o médio esquerdino foi inclusive "anunciado" como uma das grandes promessas da geração de Ivan Cavaleiro, Hélder Costa, André Gomes ou Bernardo Silva. No entanto, o canarinho foi o primeiro a sair, para nunca mais voltar. Pelo menos este parecia ser o destino do menino de São Paulo, que agora vê renascer o sonho encarnado. A cumprir também ele o terceiro ano em Vila do Conde, Diego Lopes foi primeiro emprestado, mas, depois de ver o vínculo com as águias acabar, seguiu no Estádio dos Arcos, onde tem somado minutos e golos. Agora, prestes a apagar 21 velas (3 Maio), o médio criativo parece estar prestes a vestir as cores do Benfica.

Acompanhados por Hassan, a dupla canarinha vai viajar junta desde Vila do Conde de regresso à Luz, mas a principal razão para a sua contratação será mesmo para fazer "número" nos jogadores formados localmente na lista enviada à UEFA. Assim está o futebol português.