O Real Madrid foi o clube mais gastador do mundo na última década e é apenas superado pelo Manchester City nas perdas pelas vendas de jogadores: 673 milhões de euros face aos 830 milhões do emblema inglês, de acordo com as estatísticas do site alemão TransferMarkt, especializado no mercado do futebol mundial.

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Desde 2005 até à actual temporada, somente duas equipas em todo o planeta superaram a barreira dos mil milhões de euros em contratações: Real Madrid (1.230 milhões) e Manchester United (1.160). Os merengues detêm também o recorde dos jogadores mais caros da história: Cristiano Ronaldo e Gareth Bale. Entre os 10 clubes mais gastadores há cinco ingleses, três espanhóis (Real Madrid, Barcelona e Atlético Madrid), a italiana Juventus e o francês PSG.

O Chelsea, coincidindo praticamente com a presença de José Mourinho, gastou 983 milhões e vendeu por 539, com um saldo negativo de 443 milhões, ficando à frente do Manchester United (-421 milhões), Barcelona (-420) e Bayern Munique (-321).

CR7 e Bale, os mais caros do mundo
CR7 e Bale, os mais caros do mundo

Convém não esquecer o Paris Saint-Germain, que tarda em conseguir transformar os petrodólares em títulos europeus e que tem um balanço negativo de entradas e saídas no valor de 521 milhões de euros).

Gastar muito não significa ganhar dinheiro, nem títulos. Nos dados do TransferMarkt, é preciso descer ao 26.º posto para encontrar o primeiro clube com balanço positivo entre altas e baixas: os italianos do Génova, com um lucro de 53 milhões, muito graças às vendas de Marco Motta e Diego Milito.

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Portugueses campeões de vendas

Se os clubes ingleses e espanhóis se destacam pelo que gastam, os portugueses dão nas vistas pelo aproveitamento que fazem do Mercado de Transferências. O campeão mundial da década é o FC Porto. O clube de Iker Casillas gastou este ano mais de 30 milhões, mas teve um encaixe superior aos 100 milhões. Essa tem sido, aliás, a regra. Nas últimas 10 épocas, os dragões ocupam o 28.º lugar a nível mundial no que diz respeito a gastos, mas o primeiro no que se refere a ganhos: um saldo positivo de 402 milhões de euros.

Os nortenhos compraram por 324 milhões e venderam por 726. James Rodríguez, Falcao, Hulk, Deco, Jackson Martínez, Mangala, Danilo ou Alex Sandro são apenas alguns exemplos. O segundo classificado nesta lista também é português, mas fica bem distante: o Benfica apresenta um balanço positivo de 218 milhões de euros.

As estatísticas históricas revelam também uma mudança no domínio futebolístico. O lugar agora ocupado pelos portugueses foi, nas últimas épocas do século passado, pertença dos holandeses, principalmente o Ajax e o PSV Eindhoven que vendiam, a preços que não são comparáveis com os de hoje, os produtos das suas excelentes escolas.

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O grande vendedor desse tempo foi, contudo, a Sampdoria, que conseguiu gerar 102 milhões de euros em transferências, quando ganhou cinco Taças de Itália, uma Liga e perdeu a final da Taça dos Campeões contra o Barcelona.

Agora o cenário é diferente: os jovens jogadores chegam da América do Sul, passam por Portugal e “dão o salto” para Espanha ou Inglaterra, o campeonato mais rico do mundo e, coincidentemente, o mais internacional: 68 por cento dos jogadores são estrangeiros.

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