O presidente do FC Porto abordou finalmente a mais recente polémica do Futebol português. Depois do Sporting atacar o Benfica, acusando o clube rival de fazer ofertas exageradas às equipas de arbitragem, foi agora a vez de Pinto da Costa se insurgir contra o (pouco) mediatismo que o caso tomou. Em declarações ao jornal O Jogo, o presidente do FC Porto diz estranhar o pouco destaque que se está a dar ao assunto e que caso fosse com a sua equipa, "já estaria na CNN".

Pinto da Costa voltou ainda a referir-se ao rival encarnado como beneficiado pelo "manto protector".

Desde que o presidente do Sporting Bruno de Carvalho disse, na TVI 24, que o Benfica brindava as equipas de arbitragem com um "kit Eusébio", que incluía ofertas mais generosas do que a UEFA permitiria, que estese tornou no tema quente do futebol português. Mas, desengane-se quem acharia que esta seria uma polémica entre rivais lisboetas.

Com alguma ironia à mistura, Pinto da Costa aproveitou para lançar alguns ataques, em forma de indirecta, ao Benfica.

Sem se referir especificamente ao conteúdo das ofertas denunciadas por Bruno de Carvalho, o presidente do FC Porto considera que se as declarações do homólogo sportinguista se referissem à sua equipa, o assunto teria muito mais destaque. Assim, tudo vai passar"leve, levemente", disse Pinto da Costa, num cenário que acredita ser bem diferente caso fosse com o FC Porto como protagonista.

"Já estaríamos mortos nesta altura", declarou o presidente dos 'dragões', numa entrevista publicada pelo jornal O Jogo.

Recorde-se que Bruno de Carvalho acusou o Benfica de gastar em ofertas para as equipas de arbitragem, um valor superior a 250 mil euros anuais. Entre jantares valorizados por"500 ou 600 euros" , bilhetes para o museu Cosme Damião e camisolas, o Benfica gasta muito para além dos 188 euros por jogo, que a UEFA estipula.

Acima disso, pode mesmo ser considerado uma tentativa de suborno, segundo as acusações fortes do presidente do Sporting, em declarações na TVI 24.

Federação Portuguesa de Futebol (FPF) e Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol (APAF) estarão a investigar o caso, mas Pinto da Costa não se mostra muito convencido com os contornos que o processo está a tomar.

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