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A Coreia do Norte esteve ontem duas horas sem acesso à internet fixa ou móvel. O "apagão" surgiu imediatamente após mais uma escalada nas palavras, que foram ecoadas pela Agência Central de Notícias Coreana. Citando o discurso de um elemento não identificado do governo local, a agência noticiosa referiu-se ao presidente dos Estados Unidos como "um macaco", dizendo que "Obama é sempre imprudente nas palavras e nos atos, como um macaco numa floresta tropical". A comissão liderada por Kim Jon-un aproveitou ainda para deixar mais um aviso: "Se os Estados Unidos continuarem a ser arrogantes, déspotas e a utilizar métodos de gangster, apesar dos repetidos avisos, deverão manter em mente que as suas ações políticas falhadas levarão a golpes mortais inevitáveis".



Este é o mais recente desenvolvimento numa guerra de palavras e online que opõe os dois países. O regime de Kim Jon-un não gostou da trama do filme "The Interview", que tinha estreia nos cinemas marcada para esta semana, e que retrata a história de um plano da CIA para assassinar o ditador norte-coreano.

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No final de Novembro a Sony Pictures, estúdio responsável pela produção do filme, foi alvo de um ataque informático que levou à difusão online de cinco dos seus projetos alguns com estreia apenas para 2015, assim como de informação pessoal e secreta de vários altos quadros da empresa. A CIA acusou o regime de Pyongyang de estar por detrás do ataque e a Coreia do Norte apressou-se a repudiar as acusações. O que é certo é que, debaixo de várias ameaças terroristas a cinemas nos Estados Unidos que exibissem a película, a Sony acabou mesmo por cancelar a estreia de "The Interview", o que provocou uma reação imediata de Barack Obama, que considerou um "erro" o cancelamento, por estar a "render-se à censura" da Coreia do Norte. A Sony acabou por recuar e estrear o filme no dia de Natal em algumas salas de cinema independentes, arrecadando um milhão de dólares de bilheteira só no primeiro dia de exibição.

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Por seu lado, o país do Leste Asiático tem enfrentado regularmente perturbações no seu acesso à internet desde o desencadear de todo este problema.



Recorde-se que os Estados Unidos (como aliados da Coreia do Sul) e a Coreia do Norte permanecem oficialmente em guerra, uma vez que o conflito de 1950-53 entre o lado sul e o lado norte da península terminou num armistício e não num acordo de paz. Ambos os países vivem uma relação tensa devido aos testes nucleares do regime de Pyongyang e às alegadas violações dos direitos humanos perpetradas pelo governo de Kim Jon-un. A América do Norte mantém cerca de 28.500 militares estacionados na Coreia do Sul, em prevenção contra uma possível ofensiva da Coreia do Norte.