Decorria o último fim-de-semana antesno Natal, aquele que normalmente seria marcado pela correria às lojas, quando dois crimes“mancharam” e instalaram o pânico na época festiva dos franceses. Em apenasdois dias (Sábado e Domingo), verificaram-se dois ataques extremistas violentos,em duas regiões francesas diferentes. Entre eles, um denominador comum. Em ambos os ataques gritou-se: “Allahu Akbar”, um termo árabe que significa “Alá é grande”.

No sábado, na localidade de Indre-et-Loire,um francês convertido ao islão atacou com uma faca três polícias, numa esquadralocal, tendo sido morto imediatamente. No momento do ataque, ouviu-se o que viriaa ser o primeiro de dois gritos religiosos, que marcaram o fim-de-semana: “Aláé grande”. Este cidadão já havia manifestado, nas suas redes sociais, atitudesradicais e extremistas, publicando recentemente uma bandeira do grupo radicaldo estado Islâmico, mas ninguém deu a devida importância.

Os três agentes envolvidos neste ataque ficaram feridos.

No dia seguinte, possivelmentemotivado pelo ataque de véspera, um homem com claras perturbações mentais e queestaria já a ser acompanhado num hospital psiquiátrico, atropelou onze pessoas, noespaço de 30 minutos, em cinco locais diferentes, na cidade de Dijon. Apesar denenhum atropelamento ter sido fatal, duas vítimas ficaram gravemente feridos.

Ohomem, que alegadamente vestia uma “jalaba” (a tradicional túnica branca usada pormuçulmanos), estaria acompanhado por mais duas pessoas no carro, e todosgritavam constantemente o mesmo termo ouvido no ataque do dia anterior: “Alá é grande”.

Dois ataques de extremistasislâmicos, em dois dias consecutivos, vieram causar o pânico à populaçãofrancesa, que receia que estes não sejam casos isolados.

O presidente francês François Hollande já veio, em comunicado, acalmar os seus compatriotas,afirmando que “não se tratam de actividades terroristas” e que “tudo estácontrolado”. No entanto, eventos com esta carga violenta, e tão próximos do Natal, vão, com certeza, deixarmarcas.

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