Os últimos dados dão a maioria absoluta ao Syriza, e todas asoutras projeções dizem que o partido chegará à maioria absoluta. O sistema eleitoral grego caracteriza-se porser complexo, ou seja, o partido que vence as Eleições tem um bónus de 50% dedeputados para favorecer a estabilidade governativa e ajudar à formação degovernos, mas este sistema prevê também que o total dos votos dos partidos que tenham menosde 3% seja repartido, favorecendo o partidomais votado. Durante o diafizeram-se contas no sentido de 35 ou 36% dos votos serem suficientes para oSyriza conseguir maioria absoluta.

As últimas sondagens dão a este partidoentre 35,5% e 39,5% dos votos. Na pior das hipóteses o Syriza terá 146 deputados,a cinco da maioria absoluta, mas na melhor das hipóteses terá 158 deputados,com uma clara maioria absoluta.

De facto, nem a NovaDemocracia nem o Pasok conseguiram reverter a tendência de descrédito com queos gregos encararam estas eleições, nem o desânimo e descrença nos políticos enas classes políticas.

Assim, o discurso de Alexis Tsipras é exactamente o que oscidadãos queriam ouvir; é um discurso de esperança, dizendo que, mais do quemudar a Grécia, irá obrigar a Europa a mudar, a convencê-la a olhar para paísescomo a Grécia, Portugal e outros com outros olhos, e afirmou que transmitirá aos seus credores quenão pretenderá sair do euro. Neste sentido, os cidadãos decidiram dar a oportunidade ao Syriza de provar que é capaz demudar o rumo do país.

Contudo, os gregos dizem estar cientes de que não sepoderá “passar do inferno ao céu” em poucos meses, ou seja, percebem aslimitações e as dificuldades que têm pela frente; mas quiseram dar um sinal à Europa que os cidadãossão soberanos no seu próprio país e anseiam pela mudança.

Após os últimos dias decampanha, a maioria absoluta de Syriza não é motivo de surpresa para ninguém. Adinâmica de vitória do Syriza acabou por convencer muitos dos indecisos paraesta mudança que os gregos esperam que aconteça.

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